Índice de competitividade global coloca Brasil na 80ª posição entre os 137 países analisados

Dentre os vários itens analisados pelo índice de competitividade global, o Brasil ficou nas últimas posições em muitos deles; mas um chama a atenção e pode explicar nosso baixo desempenho nos demais itens que tiveram avalição abaixo da crítica: a confiança do povo na classe política brasileira.

Nesse item, o Brasil segurou a lanterna do ranking com a 137ª posição. Um resultado pífio, assustador, mas já era esperado. Vejam que a pesquisa trata da confiança, ou seja, da imagem que a nossa população tem de nossos políticos. E não é apenas uma impressão; eles são realmente ruins.

Políticos brasileiros de qualquer nível são em grande parte, despreparados para exercerem os cargos que ocupam, seja no executivo ou no legislativo. Muitos não têm escolaridade ou conhecimento básico necessário para as tomadas de decisões e, adicionalmente, a questão ética também não é relevante para muitos deles, como estamos acompanhando na investigação da Lava Jato diariamente.

Sim, a avaliação dos políticos explica o baixo desempenho em diversos outros itens. Por exemplo, estamos em apenas 127° lugar no quesito educação primária e, em 131° no que concerne educação universitária. Em eficiência de mercado de bens amargamos a 122° lugar.

O que tudo isso significa? Como os políticos são ruins, eles acabam trazendo entraves para que investimentos cheguem aonde mais precisamos. Bilhões de reais foram desviados, dinheirama essa que poderia ser aplicada na educação, saúde, infraestrutura e segurança, etc. Adicionalmente, o baixo nível educacional do político brasileiro não o permite analisar com sabedoria índices e informações socioeconômicas importantes, pautando suas decisões geralmente no fisiologismo, ou seja, no famigerado toma lá dá cá. O Brasil é um País em desenvolvimento e por isso há muito que se fazer por aqui. No entanto, com baixo nível de confiança, empresas com maior grau de Governança Corporativa acabam se afastando do nosso mercado, principalmente aquelas que fornecem produtos e serviços de infraestrutura e precisam tratar diretamente com o setor público.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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