Startup organiza Hackathon para combater morosidade no sistema judiciário
De acordo com um relatório divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as despesas do poder judiciário no Brasil correspondem a R$ 84,4 bilhões, o equivalente a 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Porém as receitas representam R$ 39, 04 bilhões – apenas 46% desse valor. Nesse estudo, o CNJ também apurou que a média de tempo de tramitação de um processo em primeira instância no Brasil leva em média quatro anos e quatro meses. Parte dessa demora é ocasionada pelo deslocamento físico dos processos, pois alguns tribunais ainda não conseguiram digitalizar seus processos, o que potencializa a demora na tramitação.
Diante esse cenário, a Associação dos Advogados de São Paulo (AASP), que possui mais de 90 mil associados em sua base, decidiu colaborar para combater essa complexa realidade do judiciário brasileiro e, com auxílio da Shawee -plataforma de educação corporativa e mudança de mindset – criou o Legal Hack, o hackathon que tem o objetivo de criar soluções que combatam a morosidade do sistema judiciário com auxílio da jurimetria, um conceito que utiliza dados do judiciário, processos estatísticos e tecnologia para auxiliar a tomada de decisão do setor jurídico de uma empresa/organização.
“A AASP sempre andou em conjunto com a tecnologia, o hackathon é uma grande oportunidade de escutar o que a comunidade de modo geral tem a dizer para nós. As expectativas com o Hackathon, são as melhores, acreditamos em iniciativas neste formato surgirá ótimos projetos que tenham sinergia com os objetivos da associação”, comentou Roger Morcelli, Superintendente da AASP, sobre o Legal Hack.
Para Rodrigo Terron, sócio e fundador da Shawee, as corporações encaram o desafio da inovação diariamente. “Pela nossa experiência, os obstáculos só poderão ser quebrados com a mudança de mindset dos profissionais. E o grande desafio está exatamente aí, todos envolvidos precisam surfar a mesma onda no mesmo tempo que o mundo e os processos se transformam”, conclui.
De qualquer forma, o hackathon é apenas um dos elos dessa corrente, destaca Terron. “Atividades em paralelo são importantes para criar e fomentar esse movimento de transformação, que vai desde aproximação com comunidades de desenvolvedores, conexões com o ecossistema de startups, formatos diversificados de comunicação e interação que de fato tirem o profissional da sua zona de conforto e o exponha a uma nova realidade e forma de interação diferente do convencional”, indica o fundador e sócio da Shawee.







