Empréstimo pessoal é a principal modalidade contratada via web

Para 69% dos entrevistados em uma pesquisa inédita da Boa Vista SCPC, feita com mais de 1.100 pessoas em todo o Brasil, o empréstimo pessoal é a principal modalidade contratada via aplicativos de bancos, financeiras e fintechs. Em segundo lugar ficou o consignado em folha de pagamento (14%), seguido do consignado dos servidores públicos (5%), financiamento de automóveis (5%), consignado atrelado ao INSS (3%), financiamento de imóvel/terreno e estudantil (2% cada) e empréstimo com garantia de veículo (1%).

Com a intenção de conhecer como os brasileiros se relacionam com as instituições financeiras e com as fintechs – empresas que oferecem serviços financeiros aliados à inovação e à tecnologia pela Internet –, a pesquisa também identificou os motivos que levam a contratação de determinados produtos pela Internet. Para 42%, pela conveniência de se fazer tudo online. Para 25%, por ser muito mais rápido. Para 13% por não precisar pedir diretamente ao gerente. Para 9% pela transparência (sabe o que irá pagar). Para 7% por apresentarem taxas menores e para 4% por evitar filas.

Quanto aos valores solicitados nestas contratações via web, a pesquisa constatou que as faixas variam entre R$ 500 e R$ 10 mil em 78% dos casos e, apenas para 36% os valores foram suficientes para realizar o que pretendiam com o empréstimo. Para 42% o valor disponibilizado atendeu em parte e, para 22% não atendeu. Ainda segundo a pesquisa, 27% dos consumidores buscam crédito nas fintechs para refinanciar outras dívidas; e outros 25% para o pagamento do cartão de crédito.

Especificamente sobre a obtenção de cartão de crédito, 42% disseram que já adquiriram cartão de crédito por meio de apps. Já 35% afirmam que recorrem às fintechs por ser mais conveniente. Outros 24% porque oferecem um processo de solicitação e efetivação da entrega mais rápido e menos burocrático. Os entrevistados apontaram ainda que o principal motivo de contratação do cartão de crédito em uma fintech é o de poder controlar melhor os gastos (16%), seguido da isenção de tarifas de anuidade (15%) e de poder comprar um bem ou serviço desejado (15%).

Quanto a investimentos, dos 11% dos consumidores que fazem uso de aplicativos para poupar, 59% utilizam os de fintechs. Destes, 28% optam por ser mais fácil e menos burocrático para contratar os seus serviços; 15% pela transparência de quanto irão pagar de taxa de administração e demais despesas. A objetividade nas explicações sobre as modalidades de investimentos (6%) e mais atenção e orientações sobre como e onde investir (6%) também foram mencionados.

No geral, 69% dos consumidores já passaram por dificuldades no momento de solicitar crédito, mesmo fazendo parte do grupo de bancarizados. Segundo a pesquisa, 91% possuem conta em banco, e destes, apenas ¼ deles não tiveram crédito negado em algum momento da vida. 50% dizem que já tiveram o crédito negado por bancos e 25% por alguma financeira.

O principal motivo de ter o crédito negado refere-se a estar com restrição no nome (inadimplente), para 65% dos respondentes. Em segundo lugar por não ter como comprovar a renda (16%), seguido por score baixo (11%).

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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