Crise no Paraguai expõe os riscos da migração fiscal na América Latina e acende alerta para investidores brasileiros

A recente crise no Ueno Bank e a instabilidade política que atingiu o Paraguai trouxeram à tona um alerta importante para os milhares de brasileiros que migraram empresas, investimentos ou a residência fiscal para o país vizinho. Atraídos pela promessa de impostos mais baixos, muitos investidores ignoraram o chamado “risco América do Sul”, caracterizado por volatilidade política, menor maturidade regulatória e vulnerabilidade no sistema financeiro. Esse cenário escancara a diferença entre buscar apenas alíquotas reduzidas na América Latina e investir na União Europeia, onde o patrimônio conta com a blindagem de um bloco econômico consolidado, regulação harmonizada e alta estabilidade institucional.
*O perigo de olhar apenas para o imposto baixo*
Muitos brasileiros são atraídos pela alíquota reduzida do Paraguai, mas negligenciam a solidez das instituições locais e a governança do sistema financeiro.
*Segurança institucional: América do Sul vs. União Europeia*
Enquanto países sul-americanos apresentam maior suscetibilidade a crises bancárias com interferência política direta, a Europa oferece uma blindagem patrimonial significativamente superior, respaldada pela regulação harmonizada, fundos de garantia consolidados e pela estabilidade política do bloco da UE.
*Impacto direto para brasileiros*
A crise atinge principalmente o investidor brasileiro que planejava a mudança de residência fiscal ou melhores condições econômicas/tributárias sem uma estratégia de diversificação internacional verdadeiramente segura
*Planejamento patrimonial global*
Por que a verdadeira proteção patrimonial exige internacionalização estruturada em jurisdições de alta segurança jurídica, e não apenas arbitragem fiscal de curto prazo?
Para Marcelo Rubin Goldschmidt, que é advogado e fundador da GMZ Advisors, consultoria dedicada à diversificação patrimonial e desenvolvimento de negócios entre Brasil e Portugal, em poucos dias, o Paraguai mostrou o que é o risco América do Sul.
“O maior banco digital do país sofreu intervenção, o presidente do Banco Central caiu e o presidente da República está tentando renunciar, sem ainda aceitação pelo Parlamento. Quem saiu do Brasil para lá fugindo de imposto continuou exposto a outros tipos de risco institucionais e de instabilidade política/econômica já bem conhecidos por brasileiros. Diversificar de verdade é pôr parte do patrimônio em uma economia com outra moeda e outras regras”, destaca Goldschmidt.
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