Empresas buscam alternativas para reduzir custos em viagens corporativas

Ao mesmo tempo em que a indústria de viagens corporativas está em plena expansão, as empresas de uma forma geral buscam alternativas para diminuir os custos e evitar prejuízos com o deslocamento de diretores e funcionários em viagens de negócios. Só para se ter uma ideia de como o setor empresarial é importante para o turismo, dados da Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas apontam que entre 60% e 70% das viagens domésticas no Brasil são feitas a serviço de empresas. No ano passado, por exemplo, a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas informa que o setor movimentou mais de R$11 bilhões, um aumento de 6,6% em relação a 2016. E a projeção é de um crescimento anual de 5,1% até 2021.

Mesmo assim, chegar a uma política de viagens ideal, tanto para a empresa quanto para os funcionários, ainda é um desafio. A verdade é que organizar uma viagem corporativa requer muita atenção e planejamento do gestor, sempre respeitando as políticas da empresa, sem deixar de lado a segurança e a tranquilidade do funcionário. Quando mal gerenciadas, essas despesas podem trazer prejuízos para as companhias, além de desgastes físicos e emocionais para os colaboradores.

É importante que os empresários tenham consciência de que as viagens corporativas não são despesas, mas sim investimentos essenciais para o crescimento dos negócios. E, como tal, precisam ser muito bem gerenciadas para oferecerem os melhores resultados e custo-benefício.

Portanto, o ideal, é que as empresas contem com sistemas automatizados de gestão. Estes sistemas precisam ser flexíveis, oferecendo a possibilidade de customização de acordo com as necessidades e o perfil de cada organização, contendo, por exemplo, a quantidade de viagens que os funcionários podem realizar, limites de custos, dias e horários das viagens de forma a evitar problemas com a legislação trabalhista, as companhias aéreas de preferência, entre outros itens.

Outra vantagem de ter um sistema de gestão é programar as viagens que já são rotineiras na empresa ou que sempre acontecem em determinadas épocas do ano. Isso garante a compra antecipada de passagens com melhores preços. Outra alternativa são os aplicativos que eliminam o tempo gasto para organizar papeis e recibos de viagens, automatizando o processo de reembolso e prestação de contas.

Aplicativo

O aplicativo de gestão de despesas corporativas VExpenses conta com mais de 15 mil usuários e funciona da seguinte forma: após uma despesa, o funcionário tira foto do recibo com a câmera do celular, direto no app. O sistema possui uma tecnologia que identifica automaticamente os dados do recibo. Em seguida, o colaborador envia suas despesas para o responsável da área.

Os dados da prestação de contas são integrados em relatórios analíticos, ajudando os gestores a monitorarem as despesas de forma rápida e prática. E o melhor: sem precisar guardar e arquivar as notas fiscais físicas. Além da rapidez e agilidade, essa tecnologia ajuda a evitar fraudes e possíveis erros com as contas e permite que o gestor controle melhor os gastos dos funcionários em viagens. “Com o fim de planilhas e tempo gasto com cálculos, o funcionário consegue se dedicar para outras tarefas da empresa, gerando novos negócios e organizando os processos. Além disso, usar um sistema inteligente de gestão ajuda a identificar gargalos, desperdícios e fraudes”, explica Bruno Pain, diretor do VExpenses.

Por último, pesquisas mostram que a maior demanda por viagens corporativas hoje é de empresas do setor de serviços com 52% do total, seguidas por indústrias, que respondem por 43%. Já o comércio tem apenas 5% das viagens corporativas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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