Seis sinais de que uma oferta de emprego é falsa

De acordo com o IBGE, o número de desempregados no Brasil no primeiro trimestre de 2018 foi de 13,7 milhões. É possível que boa parte dessas pessoas esteja diariamente enviando currículos online e atenta a qualquer oportunidade que possa surgir. Sabendo disso, muitos cibercriminosos aproveitam para produzir novos golpes que envolvem falsas ofertas de trabalho.

As vagas falsas que chegam por e-mail ou por mensagens no celular, podem ser, na realidade, tentativas de phishing, uma maneira desonesta que os cibercriminosos utilizam para induzir as pessoas a revelar dados sigilosos voluntariamente; ou uma tentativa de instalar um vírus malicioso no dispositivo. Sabendo disso, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisou os sinais de perigo que podem ser encontrados em alguns golpes que circulam nas redes.

• Falta de personalização

Esse talvez seja o primeiro sinal que a mensagem pode ser spam ou até mesmo um golpe. Ao receber uma mensagem que começa com “Prezado Sr./Sra.” ou “Caro [email protected]”, desconfie. Isso indica que a pessoa que enviou a mensagem não possui o nome do destinatário, mas apenas o endereço de contato, o que já indica que o email foi emitido para uma lista de endereços eletrônicos coletados aleatoriamente, com a esperança de encontrar algumas vítimas.

No entanto, o uso do nome real também não garante que a oferta seja verdadeira, já que o cibercriminoso pode conseguir essa informação por meio de detalhes encontrados anteriormente sobre o destinatário em sites de empregos.

Falta de informações

“Olá, eu sou a Sra. Eliza Johnson. Sou a Gerente da Travelers Inn Hotels. Atualmente, precisamos de homens e mulheres que possam trabalhar e viver nos hotéis da Traveler Inn Hotels, aqui no Canadá.”

Apresentações como essa são altamente suspeitas. Não há dúvida de que há empregos que não exigem nenhuma experiência específica ou títulos profissionais. No entanto, é preciso ter cautela quando não há nem mesmo o cuidado em criar um nome para o cargo de trabalho oferecido, nem dar detalhes sobre a vaga. Na maioria das vezes, ao responder esses emails, as pessoas recebem respostas como: “faça um depósito para cobrir os custos de sua passagem e depois será ressarcido”; ou “mande o número dos seus documentos para fazer o cadastro”.

Benefícios excessivos

Embora existam empregos com excelentes benefícios, dificilmente eles chegarão à caixa de entrada sem que a pessoa tenha se candidatado ou um contato prévio antes. A regra é desconfiar, sempre. A lista abaixo foi extraída de uma dessas mensagens falsas:
Passagem aérea gratuita para o Canadá, Férias pagas, Treinamentos e promoções regulares, Bolsa de estudos para um filho de cada empregado, Assistência médica e hospedagem para empregados em tempo integral, aposentadoria e prêmios.

O objetivo de oferecer tantas vantagens é despertar a curiosidade e fazer com que a pessoa clique ou responda de qualquer maneira. Mas também existem tentativas mais discretas, que tentam se parecer ao máximo com uma mensagem que poderia ter sido enviada por um departamento de RH.

Atenção com o endereço de origem

Esse é um alerta vermelho fundamental. Ao receber um email que venha de endereços como [email protected], verifique. O worker.com parece ser um domínio adequado nesse contexto, mas na realidade, é um dos cerca de 200 domínios oferecidos pelo mail.com, um provedor de contas de e-mail gratuitas associadas a um provedor popular de sites. Isso significa que a extensão não é de propriedade de uma empresa em particular, e pode ser utilizado por qualquer usuário do provedor.

Embora este serviço seja completamente legítimo, a disponibilidade de endereços em domínios como lawyer.com e accountant.com possui atrativos óbvios, muito explorados por golpistas que procuram endereços de email que possam parecer mais reais. Portanto, vale a pena verificar se o e-mail vem de um domínio de endereços gratuitos, já que a maioria das empresas tem seu domínio próprio.

Facilidades para tirar visto
Os cibercriminosos quase sempre oferecem ajuda insistentemente para o processo de obtenção de visto para trabalhar em outro país, com a promessa de agilidade e facilidade no processo, que normalmente é burocrático. Na maioria das vezes, isso é apenas uma tentativa de fraude, na qual os criminosos cobrarão uma taxa com antecedência para realizar o serviço, e depois desaparecerão.

Propostas com erros ortográficos

Os erros de digitação, concordância ou ortografia são muito comuns em golpes. Mensagens com termos como: salários “apartir” de R$ 1000,00 ou trabalhe com “agente”, são comuns e indicam facilmente uma tentativa de fraude. Portanto, leia com atenção.

Ainda assim, fique atento, pois há variações de golpes com mensagens que são muito mais convincentes do que essa, com melhor escrita e com conteúdo gráfico bem semelhante ao conteúdo real de um site profissional. Uma boa dica é entrar diretamente no site da empresa e procurar pelas vagas abertas.

Ao perceber qualquer um ou mais dos indícios apontados, o ideal é descartar a mensagem. “Os cibercriminosos se aproveitam do momento de fragilidade da pessoa que busca por um emprego para aplicarem golpes. Muitos deles são difíceis de perceber, mas uma boa dica é lembrar que uma empresa séria não pede nada em troca para os seus candidatos na hora de contratar”, finaliza Camillo Di Jorge, Country Manager da ESET e especialista em segurança da informação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *