A grama do vizinho é mais verde… e faz milagres!

Daniel Toledo.

Quero fomentar uma reflexão em relação à estrutura e solidez de mercado, valorização, desvalorização de moeda e a segurança onde é feito o investimento ou a origem do recebimento de ativos, fazendo um comparativo entre Brasil e Estados Unidos.

Projetar a empresa no mercado americano significa que o empresário está atuando em várias frentes, o que é excelente porque além da margem de lucro maior, ele não sofre com a oscilação da economia como ocorre hoje com quem atua somente no Brasil. E quando passam a internacionalizar os produtos as instituições crescem, prosperam e passam a ganhar mais lá fora… e o resultado? Deixam o Brasil fechando vagas de emprego e isso é apenas um dos muitos impactos negativos.

A busca da internacionalização também é uma forma de tentar escapar das altas taxas praticadas pelo governo brasileiro que impede o crescimento. Infelizmente, há um certo momento que o empresário sabe que se aumentar a estrutura e consequentemente os ganhos, será ainda mais taxado. Estamos falando de um ambiente completamente desmotivador para quem empreende. Há uma estagnação porque o país não injeta dinheiro e não deposita segurança (crédito) para quem está aquecendo a economia.

E quem fica segue massacrando o consumidor com juros altíssimos, afinal, impossível se manter no mercado se não for desta forma. Separei um exemplo para ilustrar parte deste caos para qual evoluiu o Brasil. Em 1996, um Santana modelo 97, completo considerado então um modelo de luxo e preferido pelos executivos, custava em torno de 18 mil reais. Na época, o dólar estava em torno de 1,04 a 1,03, praticamente um por um. Se pegarmos um veículo com o mesmo perfil, como o Corolla, também do mesmo ano de fabricação só que vendido nos Estados Unidos, nos deparamos com o preço de 12.728 dólares, ou seja, o veiculo da Volkswagen custava 6 mil dólares a mais.

Trazendo este cenário para 2018, um Corolla 0km nos Estados Unidos, modelo já do próximo ano, custa 14.900 dólares, apresentando uma valorização em torno de 2 mil dólares. O que era em 1996 sofreu pouca alteração em relação aos valores atuais.

Agora vamos viajar até o Brasil. O mesmo carro, em 1996, era vendido por 18.990 dólares e hoje é comercializado nas concessionárias por 115 mil reais, praticamente dez vezes mais. Uns podem falar que agora o dólar está 4 para 1, resultando então em 25 mil dólares, então qual seria o motivo? Mesmo que seja considerado a desvalorização da moeda, o que houve de lá pra cá? Para que houvesse essa explosão do preço?

Por tudo o que citei, e além de uma série de motivos, dolarizar traz muitos benefícios e segurança e esse exemplo do carro serve para ilustrar. Colocar um produto no exterior significa conquistar uma certa estabilidade que não existe no Brasil.

Internacionalizar o seu currículo, seu serviço, produto, empresa, é possível conseguir fugir de uma variação muito grande, se estruturar de forma homogênea e estruturada.

E mesmo que haja uma crise, ou uma supervalorização, a sua moeda de recebível é estável. Você vai estar em equilibro independente da situação

O artigo foi escrito por Daniel Toledo, que é advogado, sócio fundador da Loyalty Miami e consultor de negócios.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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