Emissões domésticas no mercado de capitais acumulam R$ 73,4 bilhões no ano

As companhias brasileiras captaram em maio R$ 8,2 bilhões a partir de 26 operações realizadas no mercado de capitais doméstico. De acordo com dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o montante acumulado nos primeiros cinco meses deste ano chega a R$ 73,4 bilhões, o que representa avanço de 40% sobre o mesmo período de 2017. O número de operações, por outro lado, diminuiu: passou de 251, entre janeiro e maio do ano passado, para 213 em 2018.
“Acompanhamos em maio um cenário de maior volatilidade dos indicadores financeiros, o que contribuiu para uma aversão dos investidores ao risco. Isso refletiu em resultados mais tímidos do mercado no período”, afirma José Eduardo Laloni, diretor da Anbima.
Do total deste ano, R$ 60,5 bilhões foram movimentados por instrumentos de renda fixa, com destaque para as debêntures: R$ 45,6 bilhões (contra R$ 21,8 bilhões de janeiro a maio de 2017), a partir de 82 emissões. Entre essas operações, os investidores institucionais detêm participação de 66%. “Desde o ano passado, com a queda e manutenção da Selic em um dígito, esses agentes têm demonstrado maior apetite pelas debêntures”, diz Laloni.
Na renda variável, as emissões chegam a R$ 6,9 bilhões em 2018, contra R$ 13,1 bilhões nos primeiros cinco meses do ano passado. Já o volume levantado pelos fundos imobiliários quase dobra, passando de R$ 3,1 bilhões para R$ 6 bilhões.
As captações das empresas brasileiras no mercado externo acumulam R$ 38,9 bilhões de janeiro a maio deste ano, em patamar inferior ao registrado no mesmo período em 2017 (R$ 53,3 bilhões). As emissões foram realizadas exclusivamente por ativos de renda fixa.








