Planejar a venda de um imóvel é um trabalho simples desde que organizado com antecedência

Carlos José Berzoti.

Trocar de apartamento deve ser uma tomada de decisão consciente, por isso é bom ter em mente como se dá esse processo. A princípio, deve-se pensar como será dado o primeiro passo, será que vale a pena vender o imóvel que já tenho ou usá-lo como entrada no meu novo investimento? Apesar de poder haver uma depreciação no valor do bem, hoje em dia os mercados de vendas e crédito restrito estão gerando um grande movimento de permutas. Antigamente a permuta era evitada por conta dos custos nas taxas de transferência, como cartório e ITBI, porém o hábito de se investir em imóvel tem aumentado e essa modalidade está sendo bem aceita.

Outro ponto importante, é deixar todas as despesas do imóvel pagas, como condomínio e IPTU, evitando que a venda caduque. Ainda assim, existe a possibilidade da comercialização mesmo com algumas pendências, que normalmente são quitadas com o sinal da venda, já que essas despesas precisam estar pagas no ato da escrituração do imóvel em questão. É válido lembrar, que esses fatores não prejudicam a venda, já que imóveis com financiamento imobiliário em andamento podem ser postos à venda. Tudo vai de acordo com a forma como a compra e venda está sendo feita.

A manutenção do imóvel também são pontos favoráveis para a venda; móveis planejados valorizam o espaço em até 10% no valor final e a conservação do espaço pode ser o ponto chave para que este processo seja mais tranquilo e rápido. Mesmo com esses fatores, tudo depende do preço que está sendo pedido e do quanto o comprador está interessado em investir. Algumas pessoas, inclusive, preferem imóveis para reforme, pois assim conseguem economizar para finalizar o ambiente da forma como quiserem.

Se você está pensando em realizar alguns reparos antes e colocar à venda, pense que vale a pena investir no máximo 10% do valor do imóvel, porque um valor maior pode ser difícil de se recuperar mesmo com a venda. Então, o que acaba sendo mais vantajoso é manter o espaço como ele está e conceder essa porcentagem como um desconto na transação de venda.

A parte da documentação sempre parece ser mais chata e complicada, então vamos já pensar nela também. Ao se efetuar a venda, a primeira consulta que o setor jurídico das imobiliárias faz, é analisar se os proprietários não têm restrição no Serasa e se eles possuem empresas em seu nome. Na sequência, são checadas todas as certidões pessoais e ficais, além dos pagamentos de IPTU e Condomínio do imóvel – nos casos que hajam essa despesa. Em qualquer dos cenários, no ato da assinatura do contrato de compra e venda, toda essa documentação deve ser apresentada.

Restrições em nome dos vendedores nem sempre travam o negócio, tudo depende do que se trata. Além disso, existe a possibilidade dos vendedores possuírem mais do que um imóvel, ou bens pessoais que possam garantir eventuais prejuízos financeiros. Por esse motivo, antes de seguir em frente com o processo de venda é necessário consultar todas as informações disponíveis dos vendedores.

Para os casos de locação, as coisas são um pouco diferentes: o imóvel deve estar em perfeitas condições, já que é responsabilidade do locador realizar todos os consertos. É recomendado que o espaço seja toda pintado de branco e que seja feita uma vistoria fotográfica da estrutura física e elétrica, indicando inclusive a voltagem das tomadas. Evitando assim, problemas e discussões que possam atrapalhar o bem comum entre locador e locatário.

Com todos esses passos realizados, é hora de colar para vender e para isso recomendados que o cliente procure uma imobiliária de sua confiança. O trabalho delas será anunciar o imóvel, sem custo algum para o vendedor, em todos os portais imobiliários mais conhecidos e visitados. Além disso, o cliente poderá contar com a assessoria de um corretor especializado que lhe traá garantias para seu negócio.

O artigo foi escrito por Carlos José Berzoti, que é empresário e palestrante especializado no mercado imobiliário.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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