O que uma startup precisa para atrair investidores? Confira as dicas de especialista

A Associação Brasileira de Startups (ABStartups) aponta a existência de mais de 4,2 mil startups no país. No que diz respeito a investidores-anjo, estima-se que são mais de 7 mil, é o que revela o último levantamento da Anjos do Brasil. Para as startups, a busca por um investidor é importante, pois empresas que recebem aportes têm mais chances de crescimento e sucesso. Uma startup cresce, em média, de 5-7% por semana. Com o investimento é possível passar dos 10% por semana.

Pensando nisso, a advogada Lívia do Amaral Caselta, da SBAC Advogados, escritório especializado em startups e PMEs, listou algumas dicas para que os empreendedores atraiam investidores. O escritório é especializado em investimentos e atendeu vinte casos somente este ano.

Mercado

Ao apresentar sua startup frente a um investidor, é importante demonstrar como a sua empresa se diferencia no mercado – qual solução oferece, as vantagens em relação à concorrência (se houver) e o potencial de clientes que sua ideia pode atingir e, claro, as estratégias para isto.

Equipe

Seu time precisa convencer o investidor de que o negócio vai dar certo. Para isso, investir em profissionais qualificados e especialistas pode ser um diferencial. “O engajamento da equipe também é importante e para isso, é preciso que os funcionários também ‘comprem’ sua ideia e vistam a camisa”, afirma a advogada.

Além do engajamento, o investidor precisa se sentir seguro em relação aos arranjos contratuais que formalizam a relação da equipe com a atividade. Precisa haver clareza quanto à titularidade da propriedade intelectual desenvolvida pela equipe, obrigações de confidencialidade e, principalmente, efeitos e consequências – para a empresa e para o indivíduo – da saída de um dos membros do time.

Resultados

Se a empresa já está funcionando, os resultados obtidos têm muito peso na decisão do investidor. Por isso, é importante contabilizar e apresentar resultados concretos e significativos. Mesmo no caso de empresas em fase de estruturação, a apresentação de uma plano de negócios e orçamento é fundamental no processo de convencimento do investidor.

Investimento x retorno

A startup precisa mostrar como o dinheiro será aplicado, com qual objetivo e o resultado (em métricas) pretendido. Em grande parte dos casos a perspectiva de retorno pelo investidor será a longo prazo e não será materializado por meio da percepção de dividendos, mas sim pelo retorno financeiro em evento de alienação do negócio em questão. Essa circunstância torna essencial uma boa assessoria no momento de elaboração dos documentos societários e demais documentos relativos à captação para equilibrar a necessidade de se facilitar contratualmente um evento de liquidez futuro e o interesse do investidor em garantir um mínimo de rentabilidade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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