Atacarejos atraem maior número de consumidores e grandes redes continuam apostando em novos investimentos

Atacarejos atraem maior número de consumidores e grandes redes continuam apostando em novos investimentos

A recessão dos últimos anos mudou o comportamento dos consumidores e pequenos varejistas, que passaram a frequentar menos os super e hipermercados e mais os atacarejos. Só para se ter uma ideia, no ano passado, o varejo alimentar como um todo, que inclui super e hipermercados, lojas especializadas em alimentos e bebidas e lojas de conveniência cresceu 3,7%. Já o segmento de atacarejo cresceu 11% e faturou em todo o País mais de R$ 48 bilhões.

Hoje, de cada dez brasileiros, oito compram em atacarejos, segundo dados da pesquisa da Kantar. E essa migração de novos consumidores está fazendo com que as grandes redes continuem investindo não só em novas lojas, como também em melhorias de infraestrutura para fidelizar o consumidor.

MAIS UMA LOJA ASSAÍ EM CURITIBA

Em Curitiba, há grandes marcas que trabalham com o atacarejo, como Maxxi Atacado, Makro, Muffato, Sam´s Club, Max e a partir de hoje os consumidores contam também com a Rede Assaí, que investiu R$ 45 milhões na loja localizada no bairro Pinheirinho. Eu conversei nesta quinta-feira (20)  com o presidente do Assaí Atacadista, o executivo Belmiro Gomes, e ele me adiantou que os curitibanos ganharão mais um atacarejo Assaí. O projeto está sendo analisado pela Prefeitura do município e ele espera que seja aprovado em breve, pois a loja do Pinheirinho, em frente ao terminal, na Linha Verde (BR116), demorou cinco anos para aprovação.

Belmiro Gomes me disse que Curitiba é um polo importante para o desenvolvimento do Paraná e como o Assaí já tem três unidades consolidadas no interior do Estado, nas cidades de Maringá e Londrina, essa é uma boa oportunidade para a expansão do negócio na capital e região metropolitana, uma vez que a localidade possui perfis de potenciais clientes, sejam eles consumidores finais em busca de economia, ou pequenos e médios empreendedores que se abastecem nas lojas.

O presidente do Assaí Atacadista me explicou que do total das vendas da rede, 45% são feitas para donos de mercearias, minimercados, padarias, lanchonetes, restaurantes, escolas e quartéis. Já a maior parcela das vendas, ou 55%, é realizada para o consumidor final das classes A,B,C e D, que consegue comprar produtos com preços entre 15% e 20% menores do que em supermercados e hipermercados.

Só este ano, o Assaí Atacadista está investindo R$ 900 milhões em 20 novas lojas, das quais sete já foram inauguradas. As novas unidades permitiram a abertura de 5 mil postos de trabalho. No primeiro semestre, enquanto o setor de atacarejo cresceu 11%, no Assaí o crescimento foi da ordem de 24%. Para este ano, o faturamento projetado é da ordem de R$ 24 bilhões. Com 133 lojas, a rede é a segunda maior do setor de atacarejo do Brasil.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *