Estudo mostra os desafios e oportunidades de empresas e empreendedores brasileiros

Luis Felipe Franco, head de aceleração da Endeavor.

Entre os empreendedores que já tiveram alguma experiência com corporate venture, 56% afirmam ter resultado positivo com esse tipo de iniciativa, segundo “Corporate Venture: desafios e oportunidades no Brasil”, levantamento elaborado pela EY-Parthenon, a Endeavor e a Cátedra Insper-Endeavor. A pesquisa contou com a participação de aproximadamente 300 empreendedores brasileiros e mostrou que 46% dos entrevistados citaram a aceleração e/ou incubação como um dos formatos mais comuns entre as iniciativas de colaboração.

As grandes empresas que oferecem iniciativas de engajamento buscam cada vez mais se aproximar do mindset empreendedor, complementar a ativação nos seus negócios, ter um retorno financeiro sustentável, além de atrair novos profissionais. “Neste estudo, entendemos corporate venture como qualquer esforço de uma corporação para criar novas iniciativas empreendedoras (entrepreneurial ventures) e isso pode ocorrer usando recursos internos ou através de programas com interação com os empreendedores. O ponto de partida é a constatação de que a inovação é uma necessidade estratégica para a manutenção da vantagem competitiva no longo prazo”, afirma Luis Felipe Franco, head de aceleração da Endeavor. “Por essa razão, as empresas devem continuamente investir na busca por inovações, assumindo uma posição empreendedora e, portanto, de protagonismo no desenvolvimento dos seus mercados”, complementa.

Se o engajamento entre empreendedor e empresa for bem-sucedido, ambos reduzem suas vulnerabilidades e aumentam suas vantagens competitivas. Mundialmente, o número de transações de corporate venture mais que triplicou desde 2009, com investimentos ultrapassando US$ 31 bilhões em 2017. Há diferentes motivos para buscar parcerias com empreendedores, assim como diversas estratégias para concretizá-las. “Conversar com outros empreendedores que participaram de programas de aceleração ou que receberam investimentos, compartilhar essa visão entre todos os sócios e definir de forma clara e alinhada qual o objetivo da parceria, levando em conta as implicações e riscos potenciais, estão entre os motes para os empreendedores, afirma Eduardo Tesche, gerente sênior da EY-Parthernon no Brasil.

“Embora o corporate venture tenha potencial de gerar benefícios para empresas e empreendedores, constatamos um enorme ruído em muitas das parcerias estabelecidas no Brasil. As empresas e os empreendedores, por vezes, estruturam arranjos frágeis e instáveis em função do desalinhamento entre as partes. O resultado mais comum é a falha das parcerias e o fim precoce das iniciativas de engajamento com os empreendedores”, observa Guilherme Fowler, professor do Insper e um dos autores do estudo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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