Mercado de lojas em supermercados cresce e atrai desde pequenas empresas a grandes franquias

O funcionamento de lojas anexas aos supermercados é uma tendência que já se consolidou, especialmente por serem grandes aliadas dos consumidores, que têm fácil acesso a mais serviços em um mesmo local, otimizando seu tempo com comodidade e segurança. Só no primeiro semestre, o setor de supermercados cresceu 2% em comparação com o mesmo período de 2017, e este crescimento contribuiu para a melhoria nas vendas deste tipo de ponto comercial.
A verdade é que essa integração tornou o varejo um centro de compras completo, com recursos para suprir diferentes necessidades com conforto e conveniência. Trata-se de uma via de mão dupla, ou seja, o supermercado oferece espaço seguro e com estacionamento e as diferentes lojas complementam as soluções oferecidas no local.
Segundo a diretora executiva da DCL Real Estate, empresa curitibana que oferece soluções imobiliárias em diversos setores como varejo, logística, corporate, shoppings centers e self storage, Paola Noguchi, o custo-benefício para o empreendedor de uma loja anexa a um supermercado é excelente, pois o lojista tem a vantagem de contar com um fluxo garantido de pessoas e a possibilidade de atrelar a imagem do seu negócio ao de uma grande marca.
Por exemplo, o cliente de um supermercado pode aproveitar o local para pagar contas na lotérica, fazer refeições, passar na farmácia e utilizar serviços de chaveiro, cabeleireiro, sapataria e conserto de roupas.
“Todos os imóveis da DCL ocupados por supermercados possuem espaços para lojas. O perfil dos locatários é bastante diversificado e atendemos desde pequenos empreendedores até grandes franquias”, comenta Paola Noguchi.
Marcas ampliam atuação
O Salão de Beleza Princess Hair, que atua em Curitiba há mais de 20 anos, possui uma rede com quatro unidades, sendo que uma faz parte da galeria do Walmart do bairro Juvevê. O salão, que oferece serviços diferenciados, com atendimento exclusivo e profissionais altamente qualificados, é um dos exemplos que confirmam o sucesso das galerias. Além de manter os negócios já existentes, as marcas estão ampliando sua atuação.
O Boticário passou de um quiosque no Hipermercado BIG, localizado no bairro Xaxim, em Curitiba, para uma loja maior no mesmo local em junho. Para Paola, a tendência é que o mix de produtos e serviços fique cada vez mais diversificado e com a presença de marcas relevantes, elevando o nível de experiência de compras.
Last mile também é tendência para galerias de supermercado
O conceito de last mile – ou última milha, em português – faz parte da logística das empresas e têm ganhando atenção especial do e-commerce, que ainda tem dificuldades de entregar seus produtos aos consumidores. O last mile é a última etapa da entrega da mercadoria ao consumidor final, fase decisiva do processo logístico e que determina a qualidade do serviço prestado pela loja e o seu comprometimento com o cliente. Uma das soluções para resolver questões como atrasos, extravios e alto custo do transporte é criar parcerias com lojistas que desejam se tornar um pick up point, ou seja, um ponto de retirada.
A solução é vantajosa para todos os envolvidos – o comércio eletrônico resolve os problemas com o last mile, o consumidor fica satisfeito e a loja que se torna um ponto de retirada tem maior fluxo de pessoas, com mais chances de aumentar as vendas e ainda recebe uma pequena comissão sobre os produtos entregues. Não vai gerar nenhum custo adicional para o lojista. Paola ressalta que ao se tornar um local de entrega, troca ou devolução do e-commerce, a loja tem sua divulgação ampliada e atrai novos clientes. “Eu acredito que esta é uma tendência muito forte para as galerias e se tornará realidade em breve”, completa a executiva.








