Indústria de Confecções do Paraná se recupera e projeta crescer entre 5% e 8% este ano


Depois do fechamento de quase 2.500 empresas e a extinção de 40 mil postos de trabalho, a indústria têxtil e do vestuário do Paraná se mante estável há dois anos e projeta para 2018 um crescimento entre 5% e 8%. Eu conversei com a coordenadora do Conselho Setorial da Indústria Têxtil e do Vestuário da Federação das Indústrias do Paraná, a empresária, Luciana Bechara, e ela me disse que atualmente as 5 mil indústrias do setor que operam em todo o Estado empregam 50 mil pessoas. A empresária me explicou que no primeiro semestre do ano o setor sentiu bastante os efeitos da Copa do Mundo de Futebol e a greve dos caminhoneiros, uma vez que esses eventos contribuíram para o esvaziamento dos shoppings e do comércio de rua, e acabaram se refletindo nos números do segmento.
No entanto, neste segundo semestre, a alta do dólar está animando a indústria de confecções, pois a moeda norte-americana acima de R$ 4 inviabiliza as importações e faz com que os lojistas voltem a fazer pedidos no mercado interno.
Luciana Bechara lembra que nos anos 2014 e 2015, com o dólar cotado entre R$ 2,30 e R$ 2,60, os grandes magazines dispensaram os pedidos de indústrias de confecções do Estado e passaram basicamente a vender produtos importados, especialmente da China, principalmente pelo preço atrativo. Com isso, quase metade das nossas indústrias de confecções, em sua maioria de micro e pequeno porte, fecharam suas portas. As que conseguiram sobreviver tiveram que se reinventar, muitas delas foram para o varejo ou então buscaram nichos diferenciados.
Foi neste período difícil que nasceu o ID Fashion, com o objetivo de promover as marcas paranaenses e aproximar o consumidor da indústria. Hoje, por exemplo, começa a quarta edição do ID Fashion, na sede da Federação das Indústrias, em Curitiba, trazendo 19 marcas que vão mostrar a originalidade e pluralidade do mercado da moda do Paraná. Luciana Bechara me disse que o evento não tem uma expectativa de fechamento de negócios, mas sim de público, onde mais de três mil pessoas estão sendo aguardadas entre esta terça (25) e quarta-feira (26)
Por fim, eu perguntei à coordenadora do Conselho Setorial da Indústria Têxtil e do Vestuário da Fiep sobre como o setor está se preparando para as vendas de fim de ano, e ela me informou que a indústria já fez, este mês, a entrega da coleção verão e a torcida é que se o clima colaborar, novos pedidos do varejo devem ser feitos até o final do ano para reforçar os estoques.







