8 principais gafes das empresas na Black Friday

8 principais gafes das empresas na Black Friday

Consolidada no calendário de clientes e marcas, a Black Friday é a segunda principal data do comércio eletrônico no Brasil. Tal importância é confirmada pela estimativa da e-bit; a data promete um faturamento 15% maior do que em 2017. Os números crescem e as gafes cometidas pelas empresas já são conhecidas. Falsas promoções, produtos que não chegam e prazos não cumpridos são comuns e diminuem a credibilidade da marca. Para ajudar as lojas a acertarem as estratégias, Rodrigo Ricco, CEO daOctadesk, startup desenvolvedora de sistemas voltados para gestão de relacionamento com os clientes, listou as principais gafes cometidas e como evitá-las.

1.Ficar de fora da Black Friday

A falta de preparação pode deixar a empresa de fora de uma das datas mais importantes para vendas. A Black Friday é uma chance de atrair novos clientes e fidelizar consumidores antigos com promoções personalizadas. Ano passado, o dia movimentou cerca de 2,1 bilhões de reais só no e-commerce, segundo uma pesquisa feita pelo Google. Ao não participar, a loja pode acabar ofuscada por concorrentes e perde a chance de lucrar.

2. Prometer o que não pode cumprir

Na ânsia de vender, a loja pode fazer promessas impossíveis. Para evitar o desapontamento do cliente, a equipe deve estar treinada para não fornecer informações equivocadas, tanto em relação aos prazos como às funcionalidades e benefícios do produto ou serviço vendido.

3. Ofertas falsas e maquiagem de preços

A “Maquiagem de preço” é uma das reclamações mais recorrentes no Procon durante a Black Friday. A prática fraudulenta envolve descontos que são apenas centavos, promoções que não condizem com a realidade, alteração no preço do produto na véspera e valores diferentes no anúncio e no site. Além da falta de ética, as práticas são facilmente descobertas pelo cliente. O consumidor está conectado e costuma estar familiarizado com as possíveis rasteiras que pode sofrer.

4. Ficar sem produto

Algumas lojas são pegas de surpresa nessa época do ano e acabam vendendo mais do que há no estoque. O resultado é um cliente insatisfeito com a demora em receber o produto. O objetivo da data é fortalecer o relacionamento entre empresa e consumidor e, nesse caso, o propósito se perde. É necessário pensar grande: durante a Black Friday, as vendas podem aumentar em até cinco vezes e é preciso estar preparado.

5. Oferecer descontos e ficar no prejuízo

Segundo um estudo feito pelo SAP, consumidores adoram promoções e descontos, e tais práticas influenciam as compras de 74% dos entrevistados. Mas apesar da vontade de encantar clientes, as empresas precisam ser realistas. Não adianta apostar em ofertas que atraem a atenção do consumidor, mas prejudicam o faturamento. A Black Friday tem que ser favorável para todos: para os clientes ao comprarem mais barato e para a loja ao vender

mais.

6. Negligenciar a experiência do consumidor
Nessa época do ano, o tráfego do site aumenta, especialmente nos dias que antecedem a data e na própria sexta-feira. Para evitar problemas com o alto número de acessos, a equipe de TI é de suma importância para manter o sistema funcionando. Em 2017, instabilidades no sistema causaram um prejuízo de quase 6,5 milhões de reais em apenas 4 horas da Black Friday, segundo a Google. A frustração do consumidor ao encarar uma página fora do ar o fará seguir para outro e-commerce.

7. Descuidar do atendimento ao cliente

Essa é uma das maiores gafes e também é uma das mais cometidas. O volume de chamados deve aumentar e isso não deve ser encarado como motivo de intimidação, mas como uma oportunidade para vender mais. A falta de preparo da empresa pode causar uma fila de atendimento congestionada, equipe não dá conta de tantas demandas e atendimento ruim. Uma das soluções pode ser contratar um sistema de relacionamento com o cliente. Assim, é possível organizar os atendimentos antes, durante e depois da Black Friday.

8. Não pensar no depois

Após a Black Friday colaboradores, gestores e empreendedores conseguem respirar com mais calma, mas o trabalho não acabou. A próxima etapa é a fidelização dos clientes e nesse momento, a construção de um relacionamento é fundamental. Após alguns dias da compra, a empresa pode entrar em contato com o cliente, agradecer a preferência, pedir um feedback e até mesmo oferecer novos produtos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *