Associativismo é uma boa alternativa para micro e pequenas empresas comprarem matéria prima mais barata e se tornarem competitivas

Aquele velho ditado que diz que no mercado de trabalho todos concorrem com todos, não mais se aplica à realidade atual e está sendo substituído pelo dito popular a união faz a força. Aliás, esta frase se encaixa perfeitamente na definição do que é associativismo, que é uma metodologia aplicável em empresas de qualquer segmento econômico, desde que utilizem a mesma matéria-prima, comercializem os mesmos produtos ou prestem o mesmo tipo de serviço.
Para tal, é necessário um grupo mínimo de empresas que, após estudos de viabilidade econômica, possa suportar os custos de implantação e de manutenção de uma central de negócios, marketing e serviços, apresentando-se, assim, como uma solução inovadora para resolver os problemas das empresas de menor porte.
A verdade é que as pequenas empresas sozinhas não conseguem enfrentar a concorrência das grandes corporações. Por isso, o associativismo surge para fortalecer os pequenos e até mesmo os médios negócios, tornando-os mais competitivos, a fim de elevar o padrão de qualidade de seus produtos e serviços, minimizando custos e possibilitando seu acesso a novos mercados consumidores.
Hoje, o associativismo está presente em maior número no setor de farmácias, minimercados e materiais de construção. Através de uma central de negócios se consegue obter condições mais vantajosas, pois com volume maior de negócios, caem os custos na compra de matéria prima, ajustam-se os prazos de pagamentos, pode-se buscar mais qualidade nos produtos adquiridos e ainda baixar preços, o que permite a expansão das associadas e a conquista de novos clientes. Existe ainda a possibilidade de se estabelecer parcerias com fornecedores, distribuidores, prestadores de serviço, consultorias para recursos humanos, entre outros. Dessa maneira, as empresas podem se qualificar melhor para competir com mais força no mercado.
Um bom exemplo de sucesso do associativismo podemos encontrar no mercado farmacêutico. A Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), reúne hoje nada menos do que 58 redes de todo pais, que representam quase 10 mil farmácias.
Só no primeiro semestre deste ano o crescimento do faturamento dessas redes foi de 19%, enquanto todo mercado farmacêutico cresceu 12,6% em relação a igual período de 2017. O faturamento dessas lojas nos primeiros seis meses de 2018 ultrapassou a casa de R$6 bilhões.








