Donos de micro e pequenas indústrias também estão otimistas com os seus negócios

Também os micro e pequenos industriais do Paraná estão otimistas com os seus negócios para 2019. Enquanto nas médias e grandes empresas o porcentual de otimismo chegou a 81%, nas micro e pequenas indústrias paranaenses, esse índice é um pouco menor, totalizando 77,8%. Porém, é o porcentual mais alto da séria histórica iniciada em 2014 pela pesquisa Sondagem Industrial realizada pela Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep).
A pesquisa contou com a participação de 435 indústrias paranaenses de micro e pequeno porte, de todas as regiões do Estado, e que empregam 16.300 trabalhadores.
Fazendo uma análise dos resultados da Sondagem Industrial com indústrias de pequeno porte, alguns pontos me chamaram a atenção. O primeiro deles é que quase 50% dos microindustriais paranaenses acreditam que as vendas vão crescer no próximo ano e cerca de 30% disseram que vão investir nos seus negócios. Quanto ao nível de emprego, os dirigentes de pequenas indústrias demonstraram-se mais céticos. Apenas 23% afirmaram que vão fazer novas contratações. A explicação é que esses resultados são um indicativo da continuidade do processo de transformação estrutural da indústria, diante da necessidade de incorporar novos padrões tecnológicos e uma cultura de competitividade crescente.
Quando indagados sobre qual será a estratégia de maior importância para a sua empresa no próximo ano, 36% dos micro e pequenos industriais apontaram que será a satisfação dos clientes. Em segundo lugar está o desenvolvimento de novos negócios e em terceiro lugar aparece a pesquisa e inovação de produtos.
Agora, quando questionados onde pretendem fazer os novos investimentos, as três áreas mais citadas foram produtividade, melhoria de processo e aumento da capacidade produtiva.
Por outro lado, com relação a recursos financeiros, o que chama a atenção é que mais de 65% das micro e pequenas indústrias do Estado necessitam usar dinheiro de bancos para tocar seus negócios. Já quase 20% dessas empresas não tiveram acesso a estes recursos em 2018, e o principal motivo é a restrição cadastral.
Por último, apesar dos ganhos de produtividade que estão obtendo, o empresariado paranaense aponta vários empecilhos para enfrentar a concorrência no mercado interno. O maior deles é a carga tributária elevada, seguido dos altos encargos sociais e dos elevados custos financeiros e de fabricação.








