Fundos Imobiliários no Brasil: oferta recorde revela ótima opção de investimento

Os juros baixos, menor taxa de vacância em imóveis comerciais e maior conscientização e educação financeira da população impulsionaram a oferta de fundos imobiliários, que chegou a R$ 10,2 bilhões no Brasil, o maior volume desde 2013. Segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), até semana passada, R$ 10,2 bilhões em ofertas de FII’s haviam sido registradas. Segundo dados da B3, entre setembro de 2017 e setembro de 2018, o número de investidores neste tipo de fundo cresceu 65%, chegando em 177,98 mil.
Com um crescimento não observado em nenhum outro setor do mercado financeiro, a primeira pergunta que se vem à cabeça é: os FIIs são realmente um investimento vantajoso? A quem se destinam? E por que ele vem ganhando tamanho espaço no mercado brasileiro?
Os FIIs nada mais são que condomínios de investidores em que o gestor do fundo tem a responsabilidade de alocar o dinheiro dos cotistas em investimentos imobiliários. Além de imóveis, o dinheiro também pode ir para papéis de renda fixa, CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliários e LCI – Letras de Crédito Imobiliário.
Por isso, ao invés de comprar diretamente um imóvel, o investidor compra uma cota de um fundo que vai aplicar em diferentes imóveis. Deste modo, o rendimento da aplicação vem dos valores cobrados dos aluguéis desses empreendimentos.
Por essas características, os FIIs dão a possibilidade de investimento em imóveis de grande porte, mais facilidade de compra e venda, renda mensal, tranquilidade e proteção contra a inflação. Além disso, outra vantagem para quem aprende a investir nesses fundos é a exposição imobiliária diversificada, o que reduz o risco do investimento.
Após as eleições, com um cenário de relativa melhora das incertezas do mercado também ficaram reduzidas as taxas de vacância, especialmente em mercados estratégicos como São Paulo. Aliadas à redução da taxa de juros o cenário ainda se mostra mais ideal para o investidor. Ainda há espaço para crescer ainda mais.
O artigo foi escrito por por Marcos Baroni, que é vice-presidente de Fundos Imobiliários da casa de análise de investimentos Suno Research.








