Como a ficção pode ajudar nas estratégias do ambiente corporativo

Como a ficção pode ajudar nas estratégias do ambiente corporativo

O brasileiro Christian Wickert (foto), escritor, engenheiro e estrategista de políticas da Merck, empresa líder em ciência e tecnologia, acredita que a história de ficção pode ensinar muito sobre como trabalhar em uma corporação. Wickert realizou em 2012 o curso de Escrita Criativa, no Instituto Superior de Educação Vera Cruz, com o professor Roberto Taddei, que lhe ensinou a buscar essa percepção da ficção, e compreender como escrever uma história coerente e aprofundada. E foi através dessas aulas, que ele retirou as referências para utilizar como estratégias corporativas.

O método contém três pontos que ajudam a compreender melhor o ambiente corporativo. O objetivo é demonstrar como a escrita criativa pode ajudar a repensar o próprio comportamento e das pessoas ao redor, como também se aprofundar a uma nova perspectiva de seu trabalho. O executivo afirma que escrever ficção pode aguçar suas percepções, ajudá-lo a entender as motivações dos outros e, finalmente, torná-lo melhor em seu trabalho.

O primeiro ponto do método é o personagem. Uma das ideias é que todo profissional protagoniza um personagem no trabalho e assim analisar a forma como aquela pessoa age, focando nos pequenos detalhes, para conseguir compreender mais de sua história.

“No meio corporativo oferecemos ótimas técnicas profissionais como análises e apresentações de slides, mas usualmente, não criamos histórias, não entendemos os personagens com quem trabalhamos e como se comportam em diferentes situações, e essa compreensão que é essencial para os negócios”, disse Wickert durante palestra no TED Institute.

O segundo ponto desse método é o poder das palavras. O uso correto do vocabulário pode ser a chave para negociações e situações delicadas. Christian explica que seu professor o ensinou a utilizar a poesia como ferramenta de estudo, pois analisar a forma como o poema é construído e o efeito que proporciona é um dos jeitos de estabelecer um discurso direto e poderoso para um profissional.

Já o último são os pontos de vista. Muitas histórias de ficção contam as perspectivas de cada personagem, e o mesmo pode ser utilizado para uma negociação que contém diferentes opiniões. A questão é analisar com atenção cada ponto de vista, pois se aprofundar na visão dos personagens é o ideal para auxiliar na produção de melhores estratégias e propostas bem-sucedidas.

“Para uma reunião de negócios, pense no personagem, estude e tente entende-los. Pense de diferentes pontos de vista e no poder das palavras” afirma Christian Wickert. “Analise como os personagens se comportam em diferentes situações e possíveis resultados. Se imagine protagonizando um importante papel e o melhor jeito de alcançar esse objetivo”.

Segundo Wickert, ler ficção o ajudou a analisar a realidade de uma outra forma, e escrever auxiliou em dobro para essa compreensão. Ele acredita que histórias fantasiosas também tem o valor de aprendizados para a vida, e principalmente, uma forma de estratégia para o ambiente de trabalho e a maneira de lidar com os desafios diários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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