Reforma tributária: tudo o que é preciso saber para ficar preparado

Reforma tributária: tudo o que é preciso saber para ficar preparado

Uma possível reforma tributária tem tido destaque nos noticiários de economia nos últimos meses e deve ganhar ainda mais espaço neste ano, já que a simplificação e redução da carga tributária brasileira está nos planos do novo Governo. Em recente viagem para o Fórum Econômico Mundial, na Suíça, os governantes tentaram convencer potenciais investidores internacionais a aplicar bilhões no Brasil, sendo que um dos principais argumentos foi a objetividade da legislação tributária brasileira.

Junto com a reforma da previdência, a reforma tributária deve ser um dos maiores desafios neste mandato, segundo o coordenador e professor de programas de MBA da Universidade Positivo nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria, Marco Pitta. De acordo com o professor, ainda há muitos outros desafios, entre eles as dúvidas de como fazer mudanças sem reduzir a arrecadação; como fica a repartição entre União, Estados e Municípios; como mudar uma legislação complexa de uma hora para outra; como convencer o poder legislativo a votar tantas mudanças; e como equalizar os efeitos entre os diversos segmentos empresariais em nosso país. “São essas e muitas outras polêmicas que precisam ser avaliadas. O debate público, com toda a população, precisa ser impulsionado, pois, no final, o impacto vale para todos os cidadãos. Seja na hora de pagar o Imposto de Renda, seja na hora de comprar uma mercadoria no supermercado”, explica.

Com um cenário de tantas mudanças, a palavra de ordem para os empresários é planejamento. É preciso reconhecer o momento atual e realizar um diagnóstico dos impactos dos tributos no demonstrativo de resultado como primeiro passo. Pitta enumera os principais pontos que podem impactar o seu negócio:

Desoneração da folha (similar à regra do CPRB que finaliza em 2020);

Unificação do PIS e COFINS, desconsiderando de sua base o ICMS e o ISS;

Créditos de PIS e COFINS similar às regras do IRPJ, com algumas limitações;

Menor benefício na sistemática atual dos Juros sobre Capital Próprio (JCP);

Tributação de Dividendos distribuídos;

Menor alíquota de IRPJ e CSLL;

Unificação de diversos tributos indiretos existentes;

Redução de benefícios fiscais dos quais não há contrapartida para a sociedade;

Tributação de movimentação de bancária, nos moldes do “fantasma” do CPMF.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *