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Intercâmbio: experiência internacional potencializa o currículo

Marcio Dornellas.

A globalização abriu portas profissionais que antes pareciam ser inalcançáveis. É crescente o número de brasileiros que tem a oportunidade de fazer um intercâmbio no exterior. A ascensão do mercado de educação estrangeira é apresentada em números. Em uma marca inédita, mais de 302 mil estudantes brasileiros já viveram uma experiência no exterior, de acordo com pesquisa divulgada no último ano pela Selo Belta, da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta).

A expectativa é que o setor continue em crescimento. O especialista em educação Márcio Dornellas enfatiza que o intercâmbio pode trazer resultados permanentes para o estudante e refletir no mercado de trabalho. “Ter esta experiência fora do país, saindo da zona de conforto, pode se tornar um benefício a longo prazo. Muitas empresas dão preferência aos candidatos que tiveram esta oportunidade. Não somente pela habilidade subentendida com outro idioma, mas pelo contato com outras culturas e o desenvolvimento da autoconfiança”, associa o educador que tem mais de duas décadas de experiência.

O levantamento mostrou ainda que o investimento para um curso no exterior aumentou 12%, atingindo a média de USD 9.989. Os cursos de idiomas ainda são os mais procurados, principalmente o inglês, mas o que surpreendeu é que a procura por mestrado e doutorado surgiram entre os dez mais requisitados, mesmo com a queda de investimento público.

De acordo com Dornellas, ser fluente em outro idioma ainda é visto como um diferencial no currículo, por isso vale a pena investir. Em um ranking de 70 países, organizado pela EF Education First, empresa de educação internacional especializada em intercâmbio, o Brasil ocupa a 41ª colocação em nível de inglês. “O domínio de outra língua é requisito fundamental para alguns postos de trabalho. Quem tem este diferencial pode conquistar cargos altos e em renomadas empresas. As organizações projetam neste perfil várias possibilidades de interação e negócios, principalmente com outros países”, ressalta.

Uma pesquisa do site de empregos Catho revelou que a diferença salarial entre um profissional com e sem domínio do idioma pode chegar a 70%. Quando o assunto é o espanhol, chega a 40%.

INTERNACIONALIZAÇÃO DE CARREIRAS

Trabalhar no exterior também é um desejo do brasileiro. Estados Unidos, Canadá e Portugal são os destinos mais desejados. Para o jornalista brasileiro, Rodrigo Lins, que ganhou o sonhado ‘Green Card’, a internacionalização de carreiras é uma forma de ‘entrar pela porta da frente’ nos Estados Unidos com reconhecimento do mérito intelectual do profissional. Os vistos Eb-1 A, Eb-2 e O garantem possibilidades imigratórias para profissionais brasileiros que queiram levar suas carreiras para os Estados Unidos como especialistas em diferentes áreas.

O jornalista brasileiro escreveu um livro para contar sua experiência e consolidar uma espécie de ‘manual de internacionalização de carreiras profissionais para os EUA’. O livro explica desde os principais tipos de visto imigrantes e não imigrantes, até metodologias para aplicação e tramitação do processo.

Se você deseja internacionalizar sua carreira, atenção aos tópicos a seguir:

– Especialize-se o máximo que puder em sua área de atuação, seu currículo é seu cartão de visita. Seus diferenciais intelectuais poderão ser determinantes para sua estadia profissional em outro país;

– Domine outros idiomas. Esta exigência é quase obrigatória. Alguns profissionais estão indo muito além do inglês e espanhol, e procurando dominar novos idiomas, como o mandarim, por exemplo;

– Antes de escolher para qual país deseja migrar sua carreira, informe-se sobre o mercado e a oferta de vagas em sua área;

– Tenha apoio profissional. Cada país possui sua política imigratória e para que você se adeque a todas as condições legais, o apoio jurídico é fundamental;

– Por fim, mas não menos importante, o psicológico também precisa de preparo. Mudar de país, se afastar dos ciclos sociais, viver uma em uma imersão cultural diferente da sua, além de fatores externos como adaptação a um novo clima, devem ser considerados.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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