Empresas que não utilizam Inteligência Artificial correm riscos

Empresas que não utilizam Inteligência Artificial correm riscos

Mais da metade das empresas brasileiras pretendem inovar usando Inteligência Artificial, em 2019, na área tributária. É o que revelou uma pesquisa realizada pela Thomsom Reuters – empresa multinacional de meios de comunicação e informação – e pela Live University – instituição de ensino e treinamento na área de negócios, situada em São Paulo – que entrevistou mais de 300 líderes e especialistas das principais corporações do país.

Exatos 56% das instituições pretendem utilizar a I.A. para otimizarem a gestão de tributos, afinal, o Brasil conta o sistema tributário mais complexo do mundo. Também verificou-se que 61% dos profissionais do setor tributário apostam na I.A. como a tecnologia mais promissora para o setor e 89% dos entrevistados afirmaram acreditar que as inovações tecnológicas serão muito positivas, tornando os processos mais eficientes, diminuindo os riscos de fraude e reduzindo custos.

“A Inteligência Artificial já é uma realidade no setor contábil e tributário, com resultados surpreendentes em agilidade nos processos e segurança das informações”, afirma Guilherme Kluber Mercurio, Engenheiro de Machine Learning da ROIT Consultoria e Contabilidade, empresa que recentemente lançou o robô contador, um projeto que custou mais de R$ 2 milhões e que utiliza 100% de I.A. em operações contábeis e fiscais.

De acordo com Lucas Ribeiro, sócio-diretor da ROIT, que é advogado tributarista e consultoria empresarial, sem a tecnologia adequada as empresas podem chegar a pagar mais tributos do que devem. “As leis fiscais do Brasil são muito complexas e apresentam inúmeras variáveis. Por isso, muitas vezes os produtos e serviços são tributados de forma errada e benefícios fiscais podem ser esquecidos ou aplicados incorretamente. Com a tecnologia, a Inteligência Artificial aprende e se mantém atualizada sobre a tributação correta de cada operação, reduzindo drasticamente a possibilidade de falhas, pois a I.A. consegue absorver e correlacionar muito mais dados de forma muito mais profunda e rápida que um ser humano”, explica.

Robô

Para se ter uma ideia, o robô contador da ROIT chegou a realizar, já nas primeiras semanas de trabalho, 1.800 operações por hora e mais de 8 mil classificações contábeis sem qualquer intervenção humana. E mais de 4 mil documentos foram lançados com aplicação de OCR (Optical Character Recognition) para extração de dados dos documentos fiscais, com um índice de precisão de quase 70%.

“Nossos softwares com Inteligência Artificial realizam todas as etapas do processo de contabilidade. A ferramenta é capaz de ler os documentos enviados, interpretá-los e depois gerenciá-los. Antes do pagamento de um boleto, por exemplo, o robô identifica as regras fiscais relacionadas com a nota fiscal que deu origem, faz a classificação contábil e realiza todas as etapas necessárias. Se estiver tudo certo, faz o agendamento no banco e só nesse momento o empresário vai atuar, com a liberação de pagamento”, explica Lucas Ribeiro.

Lucas complementa que a ferramenta ainda é capaz de gerenciar os setores de Contas a Pagar e Contas a Receber e todas as apurações contábeis, eliminando os departamentos fiscal, contábil e financeiro e todas as tarefas burocráticas do dia a dia empresarial. “A nossa expectativa é de que a ROIT BANK, com tecnologia de Inteligência Artificial, gere uma economia de até 80% nos custos das empresas com gestão contábil, fiscal e de tesouraria”, conclui Ribeiro.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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