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75% dos brasileiros mentem nos currículos

O desemprego ficou em 11,6% no último trimestre de 2018, atingindo 12,2 milhões de brasileiros, segundo o IBGE. Devido à escassez de oportunidades e ao aumento da competitividade no mercado de trabalho, muitos profissionais recorrem a práticas impróprias, como inserir dados falsos no currículo a fim de ganhar destaque. Um levantamento feito pela DNA Outplacement (www.dnaoutplacement.com/br) aponta que 75% dos currículos enviados aos “RHs” das empresas em 2018 no Brasil continham informações distorcidas.

A pesquisa, realizada durante seis meses com 500 empresas, revela quais as principais mentiras encontradas nos CVs. Elas referem-se ao valor do salário atual – ou recebido no último emprego – (48%) e à fluência no inglês (41%). O tempo inativo e o grau de escolaridade e cursos realizados são outros tópicos deturpados nos currículos, por 12% e 10% dos profissionais, respectivamente.

O estudo identificou que a prática é comum tanto entre quem está entrando no mercado de trabalho quanto entre os que possuem carreira consolidada e estão em processo de recolocação. “As razões são diferentes, mas ocorre entre os diversos níveis profissionais. Os jovens normalmente não colocam tanto peso na elaboração de seu currículo, enquanto executivos e gerentes se agarram à urgência em conseguir uma nova oportunidade para cometer essa irregularidade”, explica Hugo Liguori, Diretor Regional da DNA.

Ele ainda reforça que a perda de credibilidade e o nome “manchado” no mercado são alguns dos prejuízos, caso um head hunter ou departamento de RH descubra os dados falsos no documento – o que vai dificultar ainda mais a procura por uma nova ocupação e será uma marca irreversível na carreira.

Ferramentas contra currículos fake

Do outro lado da história, as empresas têm incorporado no dia a dia ferramentas e estratégias que ajudam a detectar competências técnicas e soft skills (traços da personalidade) durante o processo de recrutamento e evitar contratar os mentirosos. “Um exemplo é o assessment, questionário muito utilizado para identificar conhecimentos, habilidades e atitudes dos candidatos para desempenhar o cargo e que também os ajuda no autoconhecimento, identificando pontos fortes e fracos para desenvolver ao longo da vida profissional”, diz Liguori.

E não são apenas os brasileiros que precisam de um direcionamento. A DNA fez o mesmo levantamento em outros países da América do Sul e constatou que a frequência de informações mentirosas no CVs é de 85% na Colômbia, 78% no Peru e 72% no Chile.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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