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Estados Unidos puxam exportações de calçados brasileiros

Os Estados Unidos seguem puxando as exportações de calçados brasileiros. No mês de maio, conforme dados elaborados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), os norte-americanos importaram 782 mil pares de calçados, pelos quais foram pagos US$ 14,7 milhões. Os resultados são superiores tanto em volume (63,7%) como em receita (80%) na relação com igual período do ano passado. Com isso, no acumulado dos cinco meses do ano, os Estados Unidos já somaram 5,6 milhões de pares importados do Brasil, pelos quais foram despendidos US$ 84,76 milhões, incrementos de 31,2% em pares e de 43,4% em receita no comparativo com período correspondente do ano passado.

O presidente-executivo da Abicalçados, Heitor Klein, destaca que a guerra comercial, instalada entre Estados Unidos e China, tem feito com que os norte-americanos – que representam o maior mercado consumidor de calçados do planeta – substituam seus fornecedores, buscando importações em outros países. “Os Estados Unidos importam mais de 2,3 bilhões de pares por ano, mais de 70% deles da China. Então o impacto é muito significativo”, explica Klein, para quem o mercado brasileiro tem plenas capacidades de absorver boa parte da demanda norte-americana. Nos últimos cinco meses, continua o executivo, as vendas de calçados chineses para os Estados Unidos caíram mais de 70%.

Heitor Klein, presidente-executivo da Abicalçados.

Números gerais

Nos cinco primeiros meses, as exportações gerais de calçados chegaram a 52 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 415,24 milhões, incrementos de 11% em volume e de 3,7% em receita no comparativo com igual período do ano passado. Segregando apenas o mês passado, foram embarcados 7,6 milhões de pares por US$ 70 milhões, incrementos de 19% em pares e de 24,7% em receita no comparativo com mesmo ínterim de 2018. Segundo Klein, além do incremento das exportações para os Estados Unidos, existe uma melhora em função da valorização do dólar, que auxilia na formação de preços mais competitivos no mercado exterior.

Se por um lado as exportações estão em elevação para o principal mercado consumidor do calçado brasileiro no exterior, os Estados Unidos, a queda é elevada para o ocupante do segundo posto. Nos cinco meses do ano, os hermanos importaram 3 milhões de pares por US$ 38,66 milhões, quedas de 28,3% em pares e de 40,4% em receita. “Em função de sua crise interna, mas especialmente devido à deterioração de suas reservas cambiais, a Argentina vem diminuindo suas importações do Brasil desde o segundo semestre do ano passado”, avalia Klein.

Nos cinco meses, o terceiro destino do calçado brasileiro no exterior foi a Bolívia, para onde foram embarcados 3,69 milhões de pares por US$ 21,95 milhões, queda de 0,1% em pares e incremento de 8,1% em receita.

Estados

Nos cinco primeiros meses do ano, o maior exportador de calçados do Brasil continuou sendo do Rio Grande do Sul, de onde partiram 12,17 milhões de pares por US$ 181,23 milhões, altas de 11,8% em pares e de 2,7% em receita. O segundo exportador foi o Ceará. Nos cinco meses, os calçadistas cearenses exportaram 19,53 milhões de pares por US$ 115,8 milhões, incrementos de 5,6% e de 15,4%. No terceiro posto apareceu São Paulo, de onde partiram 3,3 milhões por US$ 44,18 milhões, incremento de 10,1% de volume e queda de 4,4% em receita.

Importações

Nos cinco primeiros meses do ano foram importados 13,88 milhões de pares por US$ 154,1 milhões, incrementos de 5,4% em volume e de 0,4% em receita no comparativo com igual período do ano passado. Segregando apenas o mês de maio, foram importados 2,26 milhões de pares por US$ 30 milhões, incrementos de 20,5% e 29,8%, respectivamente, em relação ao mesmo mês de 2018.

As principais origens das importações foram: Vietnã (4,93 milhões de pares por US$ 77,81 milhões, quedas de 1,1% e 6,5%, respectivamente); Indonésia (2 milhões de pares por US$ 30,74 milhões, incrementos de 24,4% e de 11,5%, respectivamente); e China (5,54 milhões de pares por US$ 19,49 milhões, incremento de 6,1% em pares e estabilidade em receita).

Em partes de calçados – cabedais, palmilhas, saltos, solas etc – as importações dos cinco meses foram equivalentes a US$ 13,3 milhões, 47,5% menos do que no mesmo período do ano passado. As principais origens foram China, Vietnã e Paraguai.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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