Plano Safra 19/20 marca ponto positivo com o agronegócio
O anúncio realizado na última semana pelo Governo Federal em relação ao Plano Safra 19/20 trouxe um novo ânimo ao setor do Agronegócio. O Plano conta com a liberação de mais de R$ 225 bilhões destinados ao pequeno, médio e grande produtor, destes R$ 222 bilhões para o crédito rural sendo R$ 169 bilhões para o custeio, comercialização e industrialização e outros 53 bilhões para investimento.

Para Rui Rocha, sócio-fundador da Partner Consulting – empresa de consultoria de negócio que atende várias empresas no setor de Agronegócios, o Plano Safra apresentado é um marco e uma amostra positiva do planejado pelo Governo para o setor da agricultura, “afinal o agronegócio é um dos principais alavancadores do PIB brasileiro, além de ser o pilar da economia do país”, ressalta.
“O volume financeiro priorizando a propriedade do pequeno e médio produtor, viabilizará a geração de receita e renda para a agricultura familiar”, comenta Rocha. Além disso, segundo o consultor, os investimentos vão promover o desenvolvimento do agronegócio a taxas de juros do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) de 3 a 4,5% ao ano, uma taxa adequada e competitiva. “Serão R$ 31 bilhões à disposição para custeio, comercialização e investimento”.
“Com o volume financeiro disponibilizado, toda a cadeia do agronegócio se beneficia”, explica Rocha. Até então, segundo o consultor, existia um receio do agricultor e das empresas em relação as ações do governo em relação ao setor. “Com esse anúncio, ponto positivo para o governo”, avalia.
A possibilidade de investimento estrangeiro no agronegócio brasileiro também anima o setor. “Com o anúncio de 55 bilhões para as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), emissão da Cédula do Produtor Rural (CPR) com correção pela variação cambial e a possibilidade de certificado de recebíveis do agronegócio (CRA) e Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócios (CDCA) no exterior permite a atração de investimentos privados”, explica Rocha. “A possibilidade de emissão de títulos no exterior para captação de recursos de fundos internacionais é sem dúvida um aspecto de suma importância no Plano Safra 19/20”, enfatiza. Rocha ainda explica que com essa medida, o produtor poderá recompor o funding, permitindo a entrada de recursos para ajustar a safra anterior, que ficou defasada.


