Empreendedores brasileiros apostam no “mercado da saudade” para faturar nos EUA

Empreendedores brasileiros apostam no “mercado da saudade” para faturar nos EUA

Você sabe o que é “mercado da saudade”? Este nicho de mercado surgiu para suprir a falta que alguns produtos e serviços nacionais fazem para quem vai morar noutro país. E público não falta. Em 2016, por exemplo, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) estimava mais de 3 milhões de brasileiros vivendo fora do Brasil.

Para empreendedores, o insight é enxergar oportunidade no saudosismo e investir no que desperte memória afetiva e atenda a saudade dos conterrâneos. Mundo a fora já são mais de 20 mil micro e pequenos empreendedores brasileiros formais, de acordo com levantamento mais recente do MRE. A maior parte deles, 9 mil, se concentra nos Estados Unidos. O país norte americano é seguido de Japão, com 1,5 mil, e a França, com 1.320.

O levantamento do Itamaraty contabilizou os micro e pequenos empreendedores formais, mas há muitos outros que não entraram na estatística. Apenas nos Estados Unidos, a estimativa é que 48,3 mil brasileiros desenvolvam atividades autônomas informais. Mais brasileiros empreendedores, mais produtos brasileiros no conhecido ‘mercado da saudade’ – que movimentou US$ 50 milhões de dólares em 2017 e aumentou a exportação direta do Brasil aos EUA de produtos como pão de queijo, açaí ou cachaça em 77% em 2016, segundo a Apex. Estados Unidos e Canadá são os principais destinos de produtos brasileiros no mundo.

MERCADO

Manoel Suhet, CEO do GBI.

Para atender a esta demanda de novos empreendedores globais, um grupo de brasileiros fundou em Miami, Flórida, um instituto de negócios, o Global Business Institute (GBI), focado em auxiliar em todas as etapas quem vai empreender internacionalmente. Em tempos de tendência da internacionalização de produtos nativos como açaí e tapioca, por exemplo, os especialistas alertam para a importância do investimento assertivo na hora de apostar no nicho “da saudade” no mercado exterior.

“Quando um brasileiro vai para outro país, querer transformar a saudade da terra natal em negócio não significa garantia de sucesso. Mas, sem dúvida, pode ser muito mais assertivo se o empreendedor se apegar à alguns passos fundamentais orientados por profissionais globais que lidam com este mercado. Tem que haver um planejamento para cada tipo de iniciativa”, afirma Manoel Suhet, CEO do GBI.

Entre as ponderações do time de especialistas que compõe o hub de negócios está a necessidade de se adaptar à legislação local de onde o empresário pretende investir. “Cada país tem sua especificidade. Principalmente no setor alimentício – que é um dos mais promissores no mercado da saudade –, nos EUA, por exemplo, as regras são muito específicas e devem ser respeitadas para que o empreendimento tenha todas as licenças necessárias para estar em pleno funcionamento. Ter uma consultoria para avaliar todos esses pontos é fundamental”, acrescenta Suhet.

FERIADOS BRASILEIROS NA ‘GRINGA’

Antonio Miranda, diretor de Marketing do GBI.

Depois do Carnaval mundialmente famoso do Brasil, a Festa Junina é a segunda celebração popular mais importante da cultura brasileira. As festas que começaram como uma tradição católica no Brasil, tem o objetivo de criar um grande encontro de dança, bebida e comidas típicas e estão ganhando cada vez mais adeptos também nos Estados Unidos. Em Los Angeles, a festa Junina batizada de ‘Brazil’s country festival’ ocorreu no início de junho e contou com a presença de banda brasileira.

As festas juninas já são tradição em diversas cidades americanas onde a comunidade brasileira é mais extensa e mais antiga. Da Flórida ao norte dos Estados Unidos é possível encontrar a realização do evento que conta com a participação maciça da comunidade brasileira e cada vez mais de americanos.

“Muito além de reforçarem os laços dentro da comunidade brasileira e aproximar a cultura do Brasil dos americanos, eventos culturais como estes representam um importante cenário sobre o qual os empreendedores mais atentos têm investido muita observação para lucrar. Existem diversos produtos que podem trafegar nos EUA, impulsionados pelo mercado da saudade. É comum que os brasileiros sigam apegados a produtos que consumiam no Brasil, antes da entrada nos Estados Unidos”, afirma Antonio Miranda, diretor de Marketing do Global Business Institute.

Para o especialista, quem deseja lucrar com o posicionamento de produtos e serviços neste mercado, precisa de orientação qualificada pois existem inúmeros fatores a serem considerados para levar ao sucesso. “Não é porque seu produto fez sucesso no Brasil, que ele será imbatível nos EUA. São cenários diferentes e mercados diferentes também. Um bom estudo poderá garantir a longevidade e a venda do produto brasileiro em território americano”, pondera Antonio Miranda

De acordo com o Instituto, entre os serviços de consultoria mais procurados por quem vai abrir empresa no exterior estão: pesquisa de mercado, plano de negócios, estratégia de marca e produto e implementação profissional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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