P2P, Tesouro, CDB e poupança, qual apolicação traz melhor rentabilidade?

P2P, Tesouro, CDB e poupança, qual apolicação traz melhor rentabilidade?

Com o passar dos anos, o brasileiro passou a entender melhor e se interessar muito mais pelo mundo dos investimentos. E percebeu, inclusive, que existe uma gama muito diversa de possibilidades para se tornar investidor. Hoje, por exemplo, existem aplicativos que permitem aplicações a partir de R$ 1, enquanto o Tesouro Direto você pode comprar papéis a partir de R$ 30.

Bruno Sayão

Mas, dentre todas as opções disponíveis, qual o melhor investimento e qual traz maior rentabilidade? Vamos ao comparativo entre as quatro modalidades de investimentos mais populares do mercado e mais nova aposta dos investidores: a poupança, CDB, Tesouro ou Peer-to-Peer.

Poupança: é o modelo de investimentos mais popular do mercado. Afinal, desde criança você ouve que deve poupar para alcançar seus objetivos. Porém, dentre todas as outras opções disponíveis no mercado, a poupança não é a mais vantajosa entre elas porque perde da inflação e o vencimento é mensal, diferente das outras modalidades disponíveis que possuem liquidez diária, ou seja, rende mais dinheiro todos os dias. Se você quer ter um alto retorno do dinheiro aplicado, a poupança não é a melhor das opções.

CDB: é o segundo modelo mais popular de investimentos. O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é bastante utilizado pelos brasileiros para guardar e investir dinheiro. O CDB é como se fosse um empréstimo do cliente para o banco, o oposto do que costuma acontecer. Então, o cliente escolhe alguma instituição financeira de sua preferência e deposita a quantia mínima determinada pela instituição na aplicação. No momento da contratação, é combinado um prazo para que o dinheiro fique aplicado, e quando se terminar, o cliente pode retirar, além do que ele depositou, a quantia que o investimento rendeu.

Há dois tipos de CDB: o pré e pós-fixado. No pré-fixado, o cliente já sabe quanto irá retirar ao final do contrato, enquanto no pós, por sua vez, você conhece o indexador ao qual a aplicação está atrelada, mas não sabe quanto receberá efetivamente ao final do investimento.

A peculiaridade é que o CDB já se torna mais atraente que a poupança, por ganhar da inflação, por exemplo, embora tenha risco similar. Porém, é cobrado Imposto de Renda sobre o rendimento, que varia de 15% e 22,5% sobre o lucro, dependendo do tempo que o cliente demorar para resgatar o dinheiro.

Tesouro Direto: investir no Tesouro é como se você estivesse emprestando dinheiro ao governo. Você compra uma dívida pública e, após um tempo, recebe o valor investido, depois de um prazo de vencimento do papel acrescido das taxas de rentabilidade, ou seja, juros pelo dinheiro emprestado aos cofres públicos. Com os recursos emprestados ao Tesouro, o governo consegue financiar seus gastos. Mas para o investidor, não é possível comprar um título por conta própria, há a necessidade de se procurar uma corretora que fará a intermediação.

O Tesouro tem taxas de rentabilidade maiores que as da poupança e as do CDB. Na modalidade, existe uma variedade de títulos, com formas diferentes de determinar a rentabilidade. Um deles é o pré-fixado que, assim como no CDB, o investidor consegue saber a porcentagem de rentabilidade que terá quando vencer o prazo do título e também os pós-fixados, que rendem conforme à variação da Selic (taxa básica de juros) ou inflação.

O Tesouro Direto é mais vantajoso principalmente para investidores de longo prazo e que compram títulos periodicamente. Os vencimentos, inclusive, são bastante diferentes e vão a partir de 2020 até 2045. Mas, claro, o investidor não precisa ficar todo o tempo do prazo com o dinheiro aplicado e pode vender os papéis antes, correndo o risco de perder sua rentabilidade.

O risco de se investir no Tesouro é baixíssimo, pois há como garantidor o próprio Tesouro Nacional, afinal, é mais difícil, embora possa acontecer, que uma instituição quebre do que o país. Atualmente, a rentabilidade está em 4,46% para aplicações com vencimento no Tesouro IPCA+ 2045 e de 8,68% no Tesouro Prefixado 2025.

Peer to Peer (P2P): O termo peer-to-peer refere-se a um modelo descentralizado, no qual as pessoas podem prover acesso direto dos seus bens à outros indivíduos ou empresas. O P2P lending é conhecido como “empréstimo coletivo”, em que investidores atuam como provedores de crédito para tomadores, sem a necessidade de um banco como intermediador.

Esse modelo de investimento necessita de uma plataforma para controlar o fluxo entre quem precisa de crédito e quem está disposto a investir no projeto. Então, essa plataforma calcula para cada perfil uma taxa de juros similar a um rendimento de renda fixa. Daí é só o investidor se cadastrar e receber os pagamentos de acordo com a proposta pré-estabelecida.

Em um cenário de taxas de juros mais altas, investidores podem usar o P2P lending como forma de investimentos para manter sua rentabilidade e diversificar seus portfólios. Além disso, estamos em um momento de evolução acelerada do mercado financeiro no país, com o nascimento de diversas fintechs que vêm para oferecer novos produtos e, alguns dos mais tradicionais, de maneira disruptiva, inovadora e mais tecnológica.

No modelo P2P lending, os investidores têm a vantagem de receber rendimentos mensalmente com retorno muito acima das opções tradicionais e sem taxa de administração. Apesar de segura, inclusive regulada pelo Banco Central e CVM, o P2P apresenta um risco não familiar ao perfil brasileiro, muito acostumado a investimentos de renda fixa com baixo risco.

Logo, chegamos à conclusão de que, mesmo com um risco maior e juros baixos, o P2P Lending é mais rentável que a poupança, o CDB e o Tesouro Direto. Essa aplicação possui ótimos retornos, que variam entre 15% a 63% ao ano.

Isso porque as plataformas online intermediadoras entre o investidor e quem busca crédito controlam os riscos, selecionando empreendedores sólidos que, comumente, passam por um processo de seleção rigoroso.

Dado de uma pesquisa Fisher, diz que só em 2018 foram mais de R$ 125,8 milhões emprestados via plataformas de P2P, o que mostra um crescimento constante da modalidade que é vantajosa tanto para os investidores, quanto para os tomadores de crédito. Na mesma pesquisa, as projeções de fintechs do setor, apontam que esse volume já deve ultrapassar R$ 1 bilhão em 2020.

Ou seja, não há dúvidas de que o peer-to-peer lending é uma forma controlada e rentável de investir seu dinheiro. Mas, para assegurar isso, é necessário que se escolha a melhor, mais sóbria e segura plataforma online intermediadora.

O artigo foi escrito por Bruno Sayão, que é CEO da IOUU, fintech que criou solução baseada em economia colaborativa para propor alternativas financeiras para empresas que necessitam de crédito.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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