You are here
Home > Artigos > A geração Z e o futuro do trabalho

A geração Z e o futuro do trabalho

O caminho de transformações sociais aberto pelos millenials vai continuar a ser trilhado pela Geração Z. Os jovens nascidos no século XXI devem representar 32% da população global este ano, segundo estimativas da ONU, tornando-se o maior grupo na sociedade atual. Ainda pode parecer caótico entender que pessoas nascidas em 2001 já podem votar, entrar na universidade e, consequentemente, no mercado de trabalho.

Jorge Arduh.

Ainda que a retomada econômica leve algum tempo para trazer efeitos concretos nos índices de emprego, é de fundamental importância entender o que esse grupo de pessoas – nascidas em um ambiente com smartphones e internet de boa qualidade – valoriza dentro das relações organizacionais. Os efeitos em segmentos como o financeiro, educacional e de consumo parecem se tornar mais claros a cada dia, com novas empresas recheadas de salas de videogames, benefícios, serviços simples e inovadores tomando o lugar de companhias há muito tempo consolidadas.

Nesse cenário, cabe reagir. E a melhor estratégia é aquela capaz de reformular as relações organizacionais, estendendo a motivação para além dos jovens profissionais e trazendo benefícios em qualidade dos produtos e serviços, aumentando as chances de obter lucro.

É evidente que há desafios a serem superados, especialmente em segmentos tradicionais (como o Direito, por exemplo), mas empresas não podem perder de vista as estratégias necessárias para que seja possível aos colaboradores se interessar pelo ambiente de trabalho que ocupam para que possam trazer os melhores resultados.

Na nossa experiência dentro da companhia, identificamos e colocamos em prática cinco estratégias, que podem ser replicadas em diferentes empresas com o objetivo de atrair e reter esses talentos nos próximos anos. São passos simples, porém fundamentais para pensar na transformação que deve se realizar dentro do ambiente organizacional.

A primeira estratégia está relacionada à flexibilidade do local de trabalho. Muitos desses jovens (a exemplo dos millenials), sentem que não é necessário dedicar a maior parte de seu tempo a um local fixo exclusivo. Especialmente dentro do setor de tecnologia, a concepção de ferramentas que facilitem a realização do trabalho remoto são amplamente adotadas e devem continuar a evoluir nos próximos anos. Além de representar uma economia fundamental de custos com infraestrutura, trazem o efeito de produzir mais conforto e facilitar o equilíbrio familiar.

A segunda está ligada à relação entre os próprios colaboradores. Criar ferramentas de colaboração que permitam novas formas de comunicação entre diferentes departamentos e eliminar a burocracia é uma etapa fundamental para uma geração que espera facilidade e rapidez em todas as relações.

Em terceiro lugar, desenvolver um programa ambicioso de igualdade e diversidade de gênero, capaz de tornar a companhia cada vez mais inclusiva ao longo do tempo é fundamental. Eliminar preconceitos e vieses inconscientes é uma tarefa fundamental para qualquer companhia, tendo em vista as recentes discussões a respeito do assunto. Para uma geração cada vez mais engajada e plural, esse se torna um passo ainda mais necessário.

Formar colaboradores com qualidade é outra etapa que já vem sendo discutida há algum tempo e continua válida. Mais do que investir em tempo de treinamentos, é fundamental explorar a qualidade do conteúdo a ser passado para esses jovens profissionais. Usar novas plataformas e modelos capazes de desafiá-los é a chave para construir novos times de sucesso.

Tudo isso é necessário para cumprir a tarefa de transmitir aos colaboradores o impacto que o trabalho deles tem na sociedade e dentro da companhia. Transparência é um dos valores pelos quais essa geração preza e investir nele é algo recomendado para qualquer setor. Por isso, investimos continuamente em mostrar como funcionam os processos por inteiro e destacar a contribuição de cada um é o pensamento adequado para que a maior parte das companhias possam ter sucesso nesses novos tempos.

Essas são estratégias que não exigem elevado grau de complexidade tecnológica e cujo impacto está diretamente ligado à transformação organizacional que companhias precisam realizar. Mais do que nunca, estabelecer uma identidade forte e traçar estratégias para o crescimento contínuo torna-se uma tarefa essencial. No entanto, atingir esses objetivos depende do equilíbrio entre mostrar às novas gerações que conquistar resultados é ótimo, ao mesmo tempo que transformar a sociedade é vital.

O artigo foi escrito por Jorge Arduh, que é CEO da Indra no Brasil.

Avatar
Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

Deixe uma resposta

Top