Entenda os riscos do investimento P2P a longo prazo

Segundo levantamento do Serasa Experian, o número de micro e pequenas empresas (MPEs) inadimplentes chegou a 5,4 milhões no mês de maio. Na comparação com o mesmo período de 2018, a alta foi de 6,9%, um novo recorde histórico. O setor que apresentou maior crescimento na comparação anual foi o de Serviços com 10,5%, seguido pela Indústria (2,4%) e pelo Comércio (2,2%). Já por região, o Rio de Janeiro lidera com aumento de 11,08% no número de negócios com dívidas em atraso.
O cenário da inadimplência por parte das MPEs revela que o empréstimo online para o segmento é uma das alternativas para o refinanciamento de dívidas, por exemplo. No entanto, o aumento no índice de micro e pequenas empresas endividadas gera riscos adicionais para investidores dessa classe de ativos. Normalmente reservada para investidores institucionais, esse tipo de investimento se tornou popular para os investidores comuns graças a empresas conhecidas como peer-to-peer lending (P2P). A partir delas, o empréstimo é realizado por meio das plataformas digitais, como as fintechs, que conectam investidores a tomadores de crédito.
Contudo, o modelo de P2P acaba sendo oneroso para o pequeno investidor diante da inadimplência das MPEs, que fica sem reaver o valor investido. Prova disso são os relatos de grupos de investidores que, ao reparar o aumento da inadimplência, resolveram se organizar e trocar experiências em fóruns na internet. Em um dos fóruns consultados*, investidores se queixam das altas taxas de inadimplência, da falta de suporte das empresas que oferecem o serviço, além da dificuldade de obter os retornos prometidos.
No entanto, nem todas as plataformas de crédito dispõem das mesmas opções de empréstimo. Fintechs como Creditas, Geru e BizCapital possuem recursos próprios para investir em empresas. “O nosso modelo de funding cria um alinhamento muito forte na empresa, pois sofremos as dores da inadimplência. Isso faz com que o nosso departamento de Marketing procure os melhores clientes, exigindo que o time de crédito seja diligente na hora de escolher, além de apostarmos em uma cobrança humanizada, pensando em construir um relacionamento de longo prazo com os empreendedores”, afirma Francisco Ferreira, sócio-fundador da BizCapital. “Por meio de recursos próprios, também garantimos que o empreendedor tenha acesso ao crédito, pois assim agilizamos o processo de depósito do dinheiro na conta da empresa”, explica o executivo.








