Para tributarista, cobrar ICMS nas exportações é inviável ante a existência da imunidade

Para tributarista, cobrar ICMS nas exportações é inviável ante a existência da imunidade

Endividados, os estados estão de olho numa forma de aumentar a arrecadação e querem aproveitar a reforma tributária em discussão com o Governo federal para faturar mais. Uma das propostas dos governadores a ser incluída no projeto de reforma é voltar tributar toda a produção feita em seu território, inclusive a de produtos destinados à exportação. Isso, na prática, representaria o fim da chamada Lei Kandir, que foi aprovada em 1996, que desonerou do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) estadual as exportações de mercadorias (produtos primários, industrializados semi-elaborados e serviços).

Pela lei, para a compensar as perdas por esta não-arrecadação, a União tem de ressarcir os estados. No entanto, os governadores alegam que os pagamentos não são feitos na totalidade e, por isso, querem rever na reforma tributária. “Os governadores têm buscado junto ao Governo federal a manutenção de sua autonomia financeira, tendo em vista que ao longo do tempo houve reduções significativas de incidência de ICMS, o que foi tirando grande parcela da arrecadação dos estados e comprometendo sua autonomia financeira fazendo com que muitos dependessem do fundo de participação (modalidade de transferência constitucional de recursos financeiros da União para estados)”, explica o tributarista Caio Bartine, professor de Direito Tributário do Damásio Educacional.

“A partir do momento que os estados determinam através de seus governos que uma das coisas que se pretende fazer é o retorno da incidência do ICMS sobre as exportações não me parece que tal medida seja viável, uma vez que trata-se de um critério de imunidade específica própria do ICMS prevista na Constituição”.

De acordo com o tributarista, as imunidades são garantias constitucionais previstas, em sua maioria, em cláusulas pétreas e, por isso, não podem ser suprimidas da Constituição. “Existem outros mecanismos que podem ser adotados, mas a questão do ICMS nas exportação não me parece a medida mais acertada”, defende o advogado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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