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Gerenciar os riscos ou pedir ajuda divina?

Você tem noção dos riscos envolvidos em um negócio e o que pode ocorrer se não estiverem gerenciados? Correr riscos é fazer algo que pode levar a probabilidade de acontecer um resultado adverso. O risco está intimamente ligado ao futuro que não dominamos e que faz parte da nossa vida, principalmente, quando tomamos uma decisão. É claro que estamos também sujeitos aos eventos positivos como ganhar na loteria, mas normalmente associamos o risco com algo negativo. Estamos rodeados de probabilidades negativas como a de perder o emprego, bater o carro, perder um investimento, na execução de nossas profissões, entre outros. Não importa de que forma, o risco será sempre um companheiro de jornada.

Nas empresas, o cenário não é diferente. Existem inúmeros riscos que, em sua maioria, não são gerenciados adequadamente ou que não possuem qualquer tipo de gerenciamento. Normalmente, é possível enxergar a gestão do risco de crédito e de liquidez, mas a administração de outros riscos, como o de mercado, o operacional e o de imagem, muitas vezes não possui qualquer tipo de gerenciamento. Estes acabam sendo deixados à mercê de providências divinas ou das leis do acaso.

Mais de 80% das empresas de Goiás e de Brasília, que responderam à pesquisa do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), do Distrito Federal, sobre gerenciamento de riscos, alegam que os riscos de maior impacto não são aqueles ligados ao crédito. Estes, na verdade, podem ser evitados e/ou reduzidos e, para começar, não é necessária nenhuma ferramenta extraordinária, mas alguns passos são importantes. Deve-se mapear os principais riscos, incluindo os improváveis, e quantificar os possíveis impactos de perda e a probabilidade de acontecer.

Por fim, é preciso decidir aceitar, reduzir ou evitá-los por meio de controles e monitorá-los frequentemente. Depois da perda, não adianta chorar pelo leite derramado ou imaginar o que poderia ter sido feito diferente. Nota-se ainda que existe um longo caminho a ser percorrido sobre a necessidade de gerenciamento de riscos, pois, ainda, de acordo com a pesquisa, mais de 60% dos respondentes alegam que falta uma cultura de gerenciamento de riscos na empresa.

Assim, recomenda-se não brincar com os riscos, principalmente com aqueles tidos como improváveis, mas como um impacto significativo. Para isso, é necessário implementar uma boa gestão de riscos, ou salvo, caso você e sua empresa tenham um bom acesso à alguma divindade, não deixem de pedir a devida proteção.

O artigo foi escrito por Marcelo Aquino (foto), que é sócio da KPMG, responsável pelo escritório de Brasília.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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