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Quando vale a pena pegar um empréstimo com garantia para pagar dívidas?

Aos 36 anos de idade, a gerente de Projetos Cristina Gomes de Oliveira decidiu tomar um passo importante em sua vida: deixar a casa da mãe e morar sozinha. O custo da decisão, porém, era alto, e suas economias não seriam suficientes para mobiliar todo o novo apartamento, se estabilizar financeiramente e resolver alguma possível emergência que pudesse aparecer durante o percurso. “Eu entendi que precisava me organizar porque a partir daquele momento era a minha responsabilidade. Não posso depender da minha mãe”, conta.

Cristina começou a procurar na internet por crédito com juros mais baixos para conseguir organizar suas finanças sem prejudicar sua renda mensal. Foi, então, que encontrou a Creditas, principal plataforma online de crédito com garantia do Brasil, e alienou seu carro, pegando um empréstimo de R$ 14 mil com juros bem mais baixos do que o do empréstimo pessoal. “Eu não queria pedir em banco, pois os juros são muito altos.”

O principal motivo das pessoas pedirem empréstimo na Creditas, cerca de 39% dos clientes, é para refinanciar dívidas. Fábio Zveibil (foto), VP de desenvolvimento de negócios da fintech, separou alguns casos em que o crédito com garantia é uma boa opção para trocar dívidas caras por baratas e organizar a situação financeira:

1- Quando os juros do empréstimo são menores do que os juros da dívida inicial

Existe um fácil acesso ao “crédito ruim” no mercado brasileiro hoje, colocando as pessoas em situações em que dívidas de R$ 5 mil se transformam em R$ 10 mil ou mais em um intervalo de tempo relativamente curto. Crédito ruim é quando as taxas de juros são super altas e, consequentemente, as parcelas mensais prejudicam a renda familiar.

É preciso sempre comparar as taxas do endividamento atual às de possíveis empréstimos, para saber qual é o cenário mais vantajoso mesmo que a pessoa esteja pagando as parcelas em dia. Por exemplo, trocar uma taxa média de empréstimo pessoal tradicional de 6,67% ao mês, por uma de 1,59% de um empréstimo com garantia de veículo para uma dívida de R$ 10 mil pode significar uma economia de cerca de R$19 mil até fim do contrato.

2- Para fugir do rotativo do cartão de crédito e do cheque especial

Muitas pessoas acabam se enrolando com os limites oferecidos pelos bancos. Mesmo que a pessoa consiga cobrir o valor negativo, os juros cobrados pelo período podem ser significativos de acordo com o valor e a quantidade de dias de uso deste limite. No último levantamento da Anefac, em julho, o juros do cartão de crédito fecharam o mês com uma média de 11,46%, já o Cheque Especial chegou a 11,75%.

3- Quando é oferecido um desconto para quitação da dívida

É uma prática comum instituições oferecerem descontos para pagamento antecipado ou quitação de dívidas atrasadas, que podem chegar à 90% do valor total em algumas ocasiões. Se o acordo para pagamento à vista for muito vantajoso, fazer um empréstimo de qualidade, com juros baixos e parcelas que não prejudicam a renda, é uma solução economicamente saudável.

4- Para limpar o nome

A inadimplência no Brasil tem batido recordes. Mais de 63 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. Como dito no item anterior, muitas vezes a renegociação pode oferecer condições oportunas.

Apesar de ser mais difícil conseguir crédito com restrições no nome, modalidades como o consignado e os empréstimos com garantia (de imóvel ou automóvel) são opções para os clientes negativados que querem ter seus nomes excluídos das listas de maus pagadores.

Pesquisa do Google sobre Fintechs

A felicidade de Cristina ao se tornar cliente de uma fintech não é um caso raro. Segundo uma pesquisa realizada pelo Google com, pelo menos, 800 consumidores on-line, quem utiliza os serviços financeiros oferecidos pelas pelas fintechs está mais satisfeito do que aqueles que continuam nas instituições bancárias tradicionais: 71% está contente com as fintechs, enquanto 42% está feliz com os bancos tradicionais.

De acordo com o levantamento do Google, mesmo que o preço ou taxas sejam o principal na hora do cliente escolher a instituição financeira, a melhor experiência com as fintechs é muito relevante para grande parte dos consumidores: 34,5% dos entrevistados na pesquisa dizem que um serviço mais rápido é importante, enquanto para mais de 30% é importante a facilidade em realizar ações e o atendimento ao cliente.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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