Com os indicadores apontando a retomada do crescimento econômico para 2020, empresas devem planejar uma evolução sustentável

Os indicadores econômicos que indicam queda da inflação e dos juros, ligeiro crescimento do Produto Interno Bruto e dólar a casa dos R$ 4, apontam para um cenário de estabilização com a possibilidade, finalmente, de início de um novo ciclo positivo. E isso vem se refletindo no índice de confiança dos empresários e dos consumidores, que no mês de setembro ficou acima da média histórica.
Eu conversei com o diretor da Grand Hill Consultoria, o administrador de empresas, Marcelo Lauer, e ele me disse que a recuperação da confiança diante de um novo cenário econômico é um demonstrativo que o país tem condições de retomar a estabilidade. Assim sendo, este é o momento perfeito para que as empresas planejem uma evolução madura e sustentável.
De acordo com o consultor, as empresas sentiram o gosto amargo da crise nesses últimos anos, mas agora começam a despontar as oportunidades. E aí surge a dúvida: Como aproveitar as oportunidades se as empresas estão carregando passivos e com o caixa desidratado?
Capital de giro
Na avaliação de Marcelo Lauer, as empresas que desejam aproveitar a nova onda de crescimento precisam estar atentas, principalmente, ao capital de giro para não serem engolidas pela concorrência ou afundarem em dívidas. Também é preciso planejar e estruturar o capital, além de adotar uma metodologia de trabalho que gere produtos e serviços de qualidade a preços competitivos.
Outro ponto importante, neste momento, é que os empresários continuem acompanhando atentamente os indicadores econômicos, para melhorarem a performance do negócio. Mas, o consultor alerta, entretanto, que de nada adianta a economia se recuperar e apresentar bons índices de crescimento, se as empresas não inovarem, se não tiver uma boa governança corporativa ou se os sócios estiverem passando por atritos.
Marcelo Lauer me disse que em 2020 o cenário econômico brasileiro será positivo, mas isso não significa que todos os problemas das empresas estarão resolvidos. Ele chama a atenção que mais de 90% das nossas empresas são de pequeno porte e de administração familiar. O que foi feito no passado não significa que continuará dando certo daqui para frente. Por isso, é preciso uma mudança de cultura e uma nova forma de enxergar as oportunidades que voltarão a surgir.








