Inadimplência de micro e pequenas empresas cresce 5,6% em julho

Inadimplência de micro e pequenas empresas cresce 5,6% em julho

Segundo estudo da Serasa Experian, 5,5 milhões de micro e pequenas empresas estavam inadimplentes em julho de 2019, um novo recorde da série histórica iniciada em março/16. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve um aumento de 5,6%, impulsionado pelo segmento de Serviços, cuja participação em julho/19 foi de 48,4%, com alta de 9,6% na relação com o mesmo período de 2018. Comércio (42,8%) e Indústria (8,3%) aparecem na sequência, ambos com variação de 2,0% entre julho/19 e julho/18. Na comparação com junho de 2019, o acréscimo foi de 0,6%.

Segundo o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, “setores fortemente ligados à renda dos brasileiros, como o de Serviços, acabam reunindo o maior volume de empreendimentos com contas atrasadas e negativadas devido à precária geração de caixa. Com isso, os empreendedores buscam crédito para cobrir rombos em seus orçamentos, sem retorno imediato e, por isso, acabam deixando de honrar os compromissos financeiros”, comenta.

Inadimplência por estados

Por Estado, o Amapá teve a maior alta (12,0%) no número de micro e pequenas empresas com dívidas atrasadas e negativadas, no comparativo ano a ano. Na sequência estão Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (9,9%).

Cinco Estados apresentaram queda: Santa Catarina (-12,6%), Alagoas (-5,0%), Rio Grande do Norte (-3,1%), Piauí (-2,7%) e Maranhão (-0,2%).

Inadimplência de empresas de todos os portes

Considerando empreendimentos de todos os portes (micro, pequenas, médias e grandes empresas), 5,8 milhões estavam com compromissos financeiros atrasados e negativados em julho/19, aumento de 4,4% em relação a julho/18. Na análise com junho/19, o número se manteve estável em 5,8 milhões. As micro e pequenas empresas representam 95% do montante total.

Negociar dívidas é fundamental para se livrar da inadimplência

Empresas de qualquer porte podem sofrer com problemas relacionados a organização financeira, que começa na falta de um controle ativo do caixa até questões relacionadas à administração do negócio. Todas estão sujeitas a impactos negativos dos movimentos da economia, por isso é preciso ter as contas e o planejamento em ordem para evitar surpresas e a dificuldade de acesso ao crédito por conta da inadimplência.

Caso o empreendimento, novo ou não, acabe deixando de honrar algum compromisso financeiro, a melhor alternativa para voltar ao mercado de crédito é renegociar a dívida. Para isso, é essencial fazer uma análise do quanto está devendo e para quais instituições. A Serasa Experian pode ajudar neste processo por meio do Serasa Recupera, plataforma gratuita na qual as empresas podem renegociar dívidas atrasadas com os credores participantes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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