As profissões do futuro realmente existem?

As profissões do futuro realmente existem?

Já faz algum tempo que a tecnologia está revolucionando o mercado de trabalho e todo mundo consegue ver que diversos segmentos estão sendo automatizados, os processos estão ficando mais simples e, consequentemente, ocorre a diminuição da necessidade da mão de obra humana. Por outro lado, existe a necessidade crescente de pessoas que desenvolvam essas tecnologias. Essas oportunidades estão criando espaço para o surgimento de novas profissões.

As novas profissões criam, consequentemente, novas vagas no mercado de trabalho, porém as chances que surgem são desconhecidas por muitos, já que o sistema educativo desajuda as empresas e os candidatos a se conhecerem. A maioria das oportunidades requerem a aprendizagem de habilidades exclusivas, reciclagem e visão ao longo prazo.

“Fizemos algumas pesquisas e identificamos um relatório da Janco Associates, publicado em abril de 2019, que nos mostrou que as vagas para atuar com blockchain e ativos digitais permanecem não preenchidas. Nós entendemos que as pessoas têm medo de se aprofundar em algo que não é conhecido por muitos e, também, de não terem as profissões de fácil entendimento dos outros. Mas, conseguimos identificar que aquelas que se deram a chance de aprender algo novo, estão fazendo muito sucesso”, afirma Roberto Cardassi, fundador da BlueBenx.

Mas, a pergunta que fica é: as tecnologias, como a blockchain, criarão novas profissões? O fundador da BlueBenx acredita que o mercado está exigindo profissionais com habilidades específicas e que será necessário colocar, em todos os cursos das graduações, um viés tecnológico no plano de ensino, pois assim, terão mais capacidade e visão para conseguir se preparar para as novas oportunidades de trabalho do mercado do futuro e as vagas disponíveis serão preenchidas.

Profissionais de diversos ramos podem trabalhar com o mercado digital, não importando a formação. Mas, para conseguirem se destacar, precisam ter um interesse a mais e ir além do que os cursos de graduação oferecem, pois o ambiente tecnológico avança e se atualiza muito mais rápido que que o sistema formal de ensino.

“As pessoas precisam conhecer as novas oportunidades de emprego. Um advogado sai da faculdade achando que só poderá atuar nas áreas comuns e as empresas de criptoativos estão buscando jovens formados na área para atuarem com esse novo segmento. Isso não significa fugir do escopo da graduação e do que eles aprenderam, afinal, lidamos com as leis de todos os segmentos. A mesma coisa acontece com os outros cursos”, relata o fundador.

Trabalhar no mercado de ativos digitais é como em qualquer outro lugar. Conforme a pessoa vai gostando, consequentemente, sente a necessidade de se atualizar e se especializar, porque todos os empregos são assim. A grande diferença do mercado de tecnologia é que está indo contra a crise, ou seja, enquanto muitas empresas demitem, as de tecnologia contratam aqueles que estão interessados e empenhados em acreditar no futuro.

Além das novas profissões que a tecnologia cria, fica claro que as atuais precisam de uma revolução e assim serão construídas os “profissionais e profissões do futuro.” Uma faculdade brasileira já está oferecendo curso de Blockchain, Criptomoedas e Finanças na Era Digital para preparar esses profissionais para um futuro brilhante.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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