E se o chefe estivesse a 10 mil quilômetros de distância?

E se o chefe estivesse a 10 mil quilômetros de distância?

De acordo com pesquisa realizada pelas consultorias de RH Convenia e Ahgora, quase 40% das pequenas e grandes empresas brasileiras já possuem alguma política de trabalho remoto. Naquelas que não têm ainda nenhuma prática nesse sentido, quase 60% dos funcionários gostariam de fazer homeoffice.

A experiência da Smartcom Inteligência em Comunicação, agência especializada em comunicação de serviços e produtos B to B, mostra que, quanto maior o o gerenciamento e a transparência nos processos, melhor para todos. E isso é ainda mais importante quando parte da equipe está remota.

Desde março de 2019, a pequena empresa nascida em Curitiba deu um passo decisivo rumo à internacionalização e abriu uma filial europeia. Quem assumiu o novo braço do grupo foi a fundadora e diretora Silvana Piñeiro Nogueira (foto). Ou seja, quem fica remota é a chefe.

Jornalista de formação e empreendedora por vocação, ela ampliou a jornada de trabalho para 14 horas para dar conta dos dois fusos horários, o da Alemanha, onde está instalada, e o de sua equipe no Brasil. “O dia fica bem mais longo, já que tenho que responder às demandas do Brasil e daqui também. Mas o maior desafio é manter as pessoas no mesmo foco e motivadas”, conta a empresária. A participação em conversas e reuniões por vídeo é diária, tanto com o time interno quanto com os clientes, bem como as aprovações de estratégias e conteúdos produzidos a 10 mil quilômetros de distância.

Apesar do contato constante e das vindas rotineiras ao Brasil, a presença física dos colegas faz falta no dia a dia. “O silêncio chega a ser ensurdecedor. A realidade dos ambientes corporativos alemães é bem diferente do Brasil, muito mais quieto e concentrado”, revela Silvana. Mas o volume de trabalho, com a grande procura por serviços de gerenciamento e conteúdo para redes sociais e assessoria de imprensa internacional acaba compensando as diferenças.

Karen Krinchev: “é preciso esquecer que está em casa”.

A jornalista Karen Krinchev é outro membro do time que trabalha de forma remota, em Londrina (PR). Para ela, é essencial ter uma rotina de muita  disciplina para o homeoffice dar certo. “É preciso esquecer que se está em casa e trabalhar como se aquilo fosse um escritório”, recomenda.

Com disciplina e foco em resultados, é possível observar que a produtividade aumenta com o home office, pois não há tanta interferência  externa, conversas paralelas, telefone tocando o tempo todo. Por outro lado, se o profissional se acomodar com o fato de estar em casa, o rendimento cai consideravelmente.

Como trabalhar longe do chefe

A jornalista Silvia Cunha, que atende empresas na comunicação B to B, considera que a tecnologia permite hoje trabalhar com o chefe remoto, algo inimaginável poucos anos atrás. Porém, ela recomenda utilizar um conjunto de sistemas de controle. “Não basta se valer de um programa de videoconferência”, ela acredita. “É fundamental também colocar todas as informações numa ferramenta oline de compartilhamento de arquivos, além de manter atualizadas planilhas, relatórios e planejamentos”, ela sugere.

E será que o trabalho corre bem sem a cobrança da presença do chefe? Para a jornalista cultural Lívia Zeferino, é interessante receber autonomia e trabalhar por projetos, com olhos nos resultados. “É uma forma de você ser protagonista, não apenas operacional.”

Outra vantagem é que o tempo também é otimizado quando as reuniões ocorrem online. “Não perdemos tempo com deslocamentos, o que faz com que utilizemos melhor o momento da reunião para o que realmente interessa. Outro ponto importante é a abertura para a comunicação flexível e aberta, tanto entre a equipe interna quanto com os clientes. Todos sabem que, apesar da distância, eu estou disponível quando necessário”, afima Silvana.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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