Registro de marca e de patente. Qual é a diferença?

Registro de marca e de patente. Qual é a diferença?

O empreendedorismo no Brasil é um dos principais motores da nossa economia atualmente. Segundo informações do Portal do Empreendedor do Governo Federal, nos últimos cinco anos, o número de MEIs no país cresceu mais de 120%, totalizando 8,3 milhões em todo o país. Esse número é animador e nos mostra que profissionais autônomos estão formalizando seus negócios.

Com todo esse volume, existe uma infinidade de novos empresários criando, além da marca do negócio, uma série de produtos inovadores. Mas, infelizmente, muitos estão desprotegidos diante da lei, uma vez que esquecem de defender tanto a sua marca quanto a sua invenção, ou seja, não entram com o pedido de registro, e é aí que mora outro perigo!

Muitos empresários confundem registro de marca e de patente, e no final, acabam optando pelo serviço errado. A verdade é que os dois processos possuem em comum o “registro” no nome e o fato de ambos serem concedidos pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Porém, as diferenças são enormes!

Registro de Patente

É o que garante o título de propriedade temporária por período determinado sobre uma invenção ou processo inventivo que seja novidade. Este processo se refere a invenções ou melhoramentos tecnológicos e existe para proteger o inventor diante da lei contra a utilização da invenção (qualquer tipo de produto, etc.), sem autorização, por terceiros. Sendo assim, patentear é resguardar, diante da legislação brasileira, o direito de uso e/ou comercialização com exclusividade de uma invenção por até 20 anos, contados a partir da data da entrada do pedido.

Registro de Marca

É o processo que protege o nome e a logo, ou seja, a identidade de uma empresa ou profissional liberal, concedendo a estes a titularidade e propriedade da marca, bem como dando o direito à utilização exclusiva da mesma a seu titular. Sendo assim, o empreendedor se resguarda perante a lei contra concorrentes ou terceiros que utilizem, por alguma razão, a sua marca. O registro dá ao titular o direito de uso com exclusividade por 10 anos, renováveis a cada 10 anos.

Tanto o registro de patente quanto o de marca protegem o empresário e o seu negócio. Porém, hoje quero chamar atenção para a questão das marcas, visto que nem todas as empresas brasileiras inovam ao ponto de precisar registrar uma patente, mas TODOS os negócios devem e precisam ter a sua marca registrada no INPI para se protegerem.

Neste sentido, vale destacar que um dos grandes equívocos é achar que o registro da empresa na Junta Comercial protege a marca. Isso não é verdade! O famoso CNPJ é simplesmente a regularização e abertura da empresa, mas não dá direito a utilização de uma marca com exclusividade.

Os benefícios de fazer esse registro são inúmeros! Ao realizá-lo, qualquer empresa ou profissional liberal pode utilizar o símbolo (®) nas suas divulgações e comunicações, trazendo mais credibilidade, além da possibilidade de franquear o negócio, uma vez que somente quem possui no mínimo o pedido em andamento tem o direito a franquear seu negócio.

Além disso, também possibilita aumentar os rendimentos por meio do licenciamento da marca, algo bastante comum para artistas e músicos. Por exemplo, podemos citar a atriz Grazi Massafera, que fez uma parceria com a Azaléia para o lançamento de uma linha de sandálias com o seu nome.

Agora você conhece os aspectos em relação ao registro de marca e de patente, além da importância de cada uma delas para o seu negócio. Identifique as oportunidades e proteja, seja a sua invenção ou marca, para garantir os seus direitos diante da legislação brasileira.

O artigo foi escrito por Alan Marcos, que é especialista em registro de Marcas e CEO da Consolide Registro de Marcas, startup que desburocratiza o processo de registro de marcas para pequenas e médias empresas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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