Demanda por consórcios continua em alta

Demanda por consórcios continua em alta

O sistema de compra de bens e serviços através de consórcios é uma modalidade que tem chamado bastante a atenção dos consumidores. E os números confirmam esta demanda. Em termos nacionais, o número de participantes só no consórcio de bens duráveis e eletroeletrônicos aumentou 144% nos cinco últimos cinco anos, de acordo com informações da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios.

Em Curitiba, o interesse pela compra de consórcios está acima da média nacional. Só no segundo semestre do ano passado a venda geral de consórcios cresceu 21%. A justificativa é que ao planejar as suas finanças, considerando a capacidade financeira em cumprir seus compromissos, o consumidor tem programado melhor as novas compras, evitando aquisição por impulso e, principalmente, quer fugir do pagamento de juros.

Uma modalidade de consórcio que tem atraído um grande número de pessoas é o de imóveis. Em Curitiba, no período de julho a dezembro do ano passado a venda de consórcios de imóveis cresceu 49%, bem acima da média nacional que foi de 11%.  Eu conversei com profissionais de algumas administradoras de consórcios e eles estão ainda mais otimistas com as vendas em 2020.

Para quem está interessado na compra de um consórcio, seja para adquirir um carro, um caminhão, uma moto, um imóvel ou até mesmo uma viagem ou uma festa comemorativa deve estar ciente que está fazendo uma compra programada, uma espécie de “poupança conjunta”, em que um grupo de pessoas que tenha interesse em adquirir os mesmos bens ou serviços se unem para que essa aquisição ocorra.

A principal vantagem do consórcio é que não há juros. As únicas taxas a serem pagas são as da administradora, que já podem estar incluídas nas parcelas. Outra vantagem é que as prestações mensais  geralmente são mais baratas do que em outras modalidades de compra. Agora, a desvantagem é que o comprador tem que esperar ser contemplado, a menos que dê um lance.

E quem pretende comprar uma carta de consórcio já contemplada precisa estar ciente das regras e ficar atento a alguns detalhes, para evitar ser vítima de um golpe, aplicado, muitas vezes, por empresas que se dizem intermediadoras do negócio.

Números são um termômetro de esperança

 “Os números da modalidade de consórcios têm sido um importante termômetro de esperança para a economia brasileira, nos últimos anos”, explica Alecsander Daré, gerente regional do Consórcio Araucária.

No caso da BR Consórcios, um dos fatores de crescimento é sua capacidade de inovação. Em 2019, dois programas de investimento foram criados para ampliar as chances para que muitos brasileiros pudessem conquistar seus sonhos de forma planejada. São eles: o Condofaz e o MyPlace.

Com intuito de atender as necessidades dos condomínios residenciais e comerciais em construções (ampliações e reformas) e aquisições de equipamentos em todo o país, o Condofaz chega ao mercado de olho nos cerca de 420 mil condomínios espalhados pelo país.

De acordo com Rodolfo Montosa, diretor geral da BR Consórcios, uma das maiores dificuldades encontradas por muitos condomínios é o controle financeiro. “Todos eles têm muitas necessidades, mas esbarram na falta de recursos para promover as benfeitorias, muitas vezes até em razão dos condôminos inadimplentes. Com o consórcio, os condomínios poderão se organizar de acordo com parcelas que cabem no bolso dos moradores, incentivando-os a traçar um orçamento mensal controlado e sem atropelos”, afirma Montosa.

Já o brasileiro que sonha com a aquisição de um imóvel no exterior, de forma planejada, sem comprometer seus rendimentos, poderá investir no programa MyPlace. Segundo Montosa, as pessoas que buscam imóveis no exterior são atraídas pela qualidade de vida, valorização imobiliária, diversificação de seu portfólio de investimentos e pelos financiamentos a prazos longos com preços acessíveis.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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