Relatório mostra o impacto da quarentena nos principais shopping centers do País

Relatório mostra o impacto da quarentena nos principais shopping centers do País
Estado determina fechamento de shoppings e academias. Medida foi adotada por decreto emitido nesta quinta-feira (19) e vale por tempo indeterminado. Também há recomendação para que bares e restaurantes fechem as portas até meia-noite Ações se somam a outras iniciativas para evitar a propagação do novo coronavírus. Curitiba, 19/03/2020 - Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O fechamento de shopping centers, recomendado primeiramente para e região metropolitana de São Paulo e, posteriormente, para outras cidades e estados do Brasil, é uma das medidas adotadas para prevenir a propagação do coronavírus no País. Acostumados a receber muito público aos finais de semana, alguns deles fecharam suas portas já na última sexta-feira (20), antecipando a determinação do Governo de São Paulo para que suspendessem as atividades a partir de hoje até o dia 30 de abril.

O fato preocupa lojistas e funcionários dos centros comerciais, bem como investidores que contam com ações das principais administradoras que operam em solo brasileiro. Por conta disso, a Capital Research divulgou um relatório com o panorama dos shoppings.

Entre as informações divulgadas, está a situação da Iguatemi, dona de cinco centros comerciais na grande São Paulo e cuja receita de 2019 foi revelada por m². Fazendo a conta, apenas o Iguatemi SP representa cerca de 20% da receita de aluguel e estacionamento da rede Iguatemi (não considera a receita das torres corporativas).

Enquanto isso, a totalidade dos shoppings fechados até o final da semana passada chega a 70% dessa fatia. O impacto, certamente, é muito grande”, comenta Felipe Silveira, analista da Capital Research, que afirma que, até o momento, não há como calcular o impacto financeiro das medidas: “não houve, por exemplo, uma definição sobre como ficam as cobranças dos aluguéis nesse período”.

O relatório comenta, ainda, as alternativas encontradas pelas companhias para não zerar o faturamento das lojas, como permitir o seu funcionamento para envio de alimentos via delivery, como ocorre nos shoppings da Aliansce Sonae, que fechou as unidades comerciais responsáveis por 71% de suas receitas, e o varejo online, como o praticado pelo Shopping Cidade Jardim em sua plataforma CJ Fashion.

“Apesar de se virarem como podem, o efeito para os lojistas tende a ser muito pesado e pode levar muitos a quebrarem, além de impactar a ocupação dos shoppings no médio prazo. No entanto, é essencial garantir a saúde das pessoas neste momento, o que ajuda a economia a se recuperar mais rapidamente depois”, ressalta Felipe Silveira.

Como forma de tentar minimizar os impactos, a Associação dos Lojistas de Shoppings (Alshop) anunciou a criação de uma linha de crédito de R$ 500 milhões obtida junto ao governo estadual de São Paulo. Os recursos devem ser destinados a varejistas que precisarem de empréstimos para enfrentar a crise causada pela pandemia do coronavírus.

A Capital Research não descarta a possibilidade de outras medidas do governo surgirem para compensar as perdas durante o período de quarentena, “mas, tendo em vista a dificuldade que todas as instâncias têm enfrentado na seara fiscal, não é algo tão trivial. Desse modo, ainda é impossível quantificar o tamanho do impacto que essa decisão terá no resultado financeiro e na performance das operadoras de shoppings centers”, finaliza Silveira.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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