Paraná encerra primeiro quadrimestre com alta de 53% nos emplacamentos de veículos

Venda de automóveis e comerciais leves cresceu quase 60% de janeiro a abril
O mercado automotivo do Paraná mantém sua trajetória de forte crescimento em 2026 e encerra o primeiro quadrimestre com um desempenho expressivo. Entre janeiro e abril, foram emplacadas 152.554 unidades, volume 53% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o Estado somou 99.706 veículos.
O resultado consolidado reflete um mês de abril estável e aquecido, com 45.495 unidades emplacadas, o que representa um avanço de 2,78% na comparação com março (44.263 unidades). Quando comparado ao mesmo mês do ano anterior (abril de 2025), o crescimento foi de 51,74%.
O desempenho do acumulado do ano foi impulsionado pelos segmentos de automóveis e comerciais leves, que juntos totalizaram 73.895 unidades, uma alta de 59,88% frente ao primeiro quadrimestre do ano passado. As motocicletas continuam com um papel fundamental no mercado estadual, somando 66.806 unidades emplacadas no período — um crescimento de 60,60% — e detendo 43,79% de participação nas vendas totais.
Retração no mercado de caminhões e Ônibus
Por outro lado, o setor de veículos pesados ainda busca recuperação no acumulado do ano. O segmento de caminhões e ônibus registrou 4.500 unidades, uma retração de 8,33% na comparação anual. Já os implementos rodoviários somaram 3.018 unidades, um recuo de 5,30%.
Para Marcos da Silva Ramos, presidente do Sincodiv-PR e diretor-geral da Regional Fenabrave-PR, os números do quadrimestre consolidam a força do mercado paranaense.
“Abril manteve o ritmo ativo que observamos desde o início do ano. O crescimento de 53% no acumulado mostra uma retomada consistente e robusta, sustentada pela confiança do consumidor e por um cenário de mercado que, apesar dos desafios em setores específicos, permanece favorável à demanda por mobilidade”, afirma Silva Ramos.
A expectativa do setor é de que o desempenho positivo se mantenha ao longo de 2026, com o acompanhamento contínuo das variáveis macroeconômicas, como as condições de crédito e o ritmo da atividade econômica, que influenciam diretamente os investimentos em veículos pesados e o consumo das famílias.









