No Dia do Agente de Viagens, profissionais passam pela maior crise da história

Quarta-feira, 22 de abril, é o Dia do Agente de Viagens. Porém, a categoria passa, este ano, pelo pior período de toda a sua história, uma vez que com a pandemia do novo coronavírus os negócios envolvendo turismo, seja de lazer ou de trabalho, estão praticamente paralisados.
Eu conversei com o empresário e conselheiro da Associação Brasileira das Agências de Viagens, regional do Paraná, Pedro Kempe, e ele me disse que o setor de turismo por não ser considerado de primeira necessidade vem enfrentando um período muito difícil, já que as companhias estão trabalhando com apenas 10% de sua malha aérea e os pontos turísticos estão fechados.
Sem data para voltar
O pior de tudo, segundo o dirigente da Abav/Paraná é que não existe uma previsão de quando o mercado voltará à normalidade. Atualmente, os agentes de viagens estão trabalhando em regime de home office e a venda de passagens aéreas ocorre somente para casos de emergência ou para quem está retornando ao seu país de origem.
Pedro Kempe (foto) me adiantou que a retomada do setor de turismo será comedida após o término do isolamento social. Viagens de turismo para fora do País não devem acontecer até 30 de setembro, pois as fronteiras internacionais estarão fechadas até essa data. Diante disso, não tem como programar e vender uma viagem internacional.
Na avaliação do conselheiro da ABV do Paraná, com o fim da pandemia, o mercado de turismo no Brasil pode se aquecer, mas é muito difícil precisar em que porcentuais e quando deve começar. Segundo Pedro Kempe, em maio e junho os brasileiros ainda continuarão resguardados. Já a partir de julho, pode haver alguma atividade turística dentro do País, mas com restrições.
Demissão de funcionários
As agências de viagens que começaram 2020 com um crescimento de 20% na venda de passagens e pacotes turísticos, estão demitindo seus funcionários. Em média, o corte de funcionários está na casa de 20%.
Eu perguntei ao conselheiro da Abav do Paraná como fica a situação de quem comprou pacotes de viagens antes da decretação da pandemia e ele me disse que existem situações distintas e que envolvem reembolso, cancelamentos e remarcações. A Abav do Paraná, por exemplo, apoia uma campanha que aconselha que as agências de viagens tentem reagendar ou remarcar as viagens dos clientes e não cancelar.
Ainda com foco no consumidor final, a Associação criou uma campanha que começou no Paraná e foi pulverizada para outros estados e diz respeito às diversas promoções de viagens que estão sendo divulgadas, mas não condizem com a realidade, informando valores muito abaixo dos cobrados pelo mercado, bem como pacotes com roteiros e passagens aéreas com datas que não estão disponíveis.
Comitê de risco
A entidade também criou um comitê de risco, a fim de dar respostas rápidas aos associados e levar informação ao setor nesse momento de instabilidade e incertezas.
Só em Curitiba existem 305 agências de viagens, que empregavam antes da pandemia 1800 profissionais.
Mirian Gasparin








