56% das empresas possuem um plano de continuidade dos negócios para casos de epidemias e greves

56% das empresas possuem um plano de continuidade dos negócios para casos de epidemias e greves

Os impactos da pandemia do Covid-19 têm levado empresas e governo a repensar mecanismos de reestruturação das práticas de trabalho para garantir a continuidade dos negócios e a manutenção dos empregos. Para entender melhor esse cenário, a Mercer, líder global de consultoria em carreira, saúde, previdência e investimentos, realizou a pesquisa Continuidade dos Negócios e a Saúde da Força de Trabalho em Tempos de Crise, que ouviu 240 organizações de todo o país.

O levantamento revela que 56% das empresas possuem um plano de continuidade dos negócios para casos de epidemias ou greves. Para 52%, o desenvolvimento desse planejamento foi realizado apenas recentemente.

Nova realidade

“Em situações como a que vivemos, corporações e governo devem ter agilidade na adaptação a uma nova realidade, como mudanças nas suas rotinas para proteção de seus colaboradores e preservação de suas atividades econômicas. Disso depende a sobrevivência das organizações e a minimização dos impactos econômicos e nos empregos.

O fato de quase metade das organizações (44%) não estarem preparadas para um break down é surpreendente, mas gerou aprendizado. Certamente não seremos os mesmos depois dela”, afirma Rafael Ricarte (foto), líder de produtos de carreira da Mercer Brasil.

 Impacto

Com relação às consequências geradas pela pandemia do coronavírus, 41% das empresas afirmaram que o impacto foi moderado, exigindo a manutenção de alguns funcionários trabalhando presencialmente. Já 32% afirmaram que o impacto foi mínimo, conseguindo manter boa parte dos colaboradores trabalhando remotamente. Para os 27% restantes, o impacto foi alto, pois a maioria dos colaboradores precisa trabalhar presencialmente.

Essa é outra questão que aponta para um novo normal na retomada das atividades. Empresas de setores que não necessitam da presença física do colaborador descobriram que não houve perda de produtividade com o trabalho remoto, ou seja, é possível fazer mais, com menos espaço físico, o que propiciará economia com custos fixos.

“As companhias deverão repensar os recursos com aluguéis de prédios comerciais. Entretanto, essas mudanças devem ser feitas com cuidado para não terem impactos negativos. Um exemplo de como isso deve ser refletido e acompanhado é o de alguns bancos de varejo nos Estados Unidos, pioneiros na extinção de agências e implantação de plataformas online. Aqueles mais radicais, com eliminação mais elevada, tiveram que retroceder e reabrir agências para atender clientes que ainda demandavam o atendimento físico”, alerta Ricarte.

Segurança dos colaboradores

Entre as empresas que não estão com toda a atividade sendo realizada à distância, 81% confirmaram a adoção de alguma medida de segurança para os colaboradores, enquanto 12% não adotaram e 7% estão com adoção de medidas em análise. Entre as medidas adotadas, figuram a reestruturação do espaço físico para evitar aglomerações (56%); flexibilização nos turnos de trabalho (34%), e outras medidas como aferição de temperatura corporal, questionário na entrada da empresa e alterações no processo de limpeza (21%).

Com relação ao deslocamento, 53% adotaram medidas para que seus colaboradores evitem o transporte público, enquanto 33% não adotaram e 13% têm medidas em análise.

Minimização dos impactos econômicos

Grande parte das empresas brasileiras estão experimentando impactos negativos em suas atividades, com queda na operação e nos lucros, solicitação de renegociação e/ou suspensão e, às vezes, cancelamentos nos contratos de clientes, gerando prejuízos que, por sua vez, podem levar muitas delas a ter que demitir colaboradores e até a encerrar suas atividades.

Para minimizar esses efeitos, foram implementadas as Medidas Provisórias 927, com o objetivo de combater as consequências da pandemia do Covid-19 na economia do País, e a 936, que visa garantir a continuidade das atividades laborais e empresarias, reduzindo o risco de desemprego e o impacto social. Consultadas sobre a adoção das medidas previstas nessas MPs, 97% pretendem lançar mão alguma das opções previstas na medida 927. Já com relação à 936, 40% das organizações pretendem adotar alguma ação.

Rafael Ricarte sugere parcimônia na utilização dos dispositivos previstos nas MPs. A pesquisa indicou que 68% das empresas quer reduzir headcount. “Se essa redução não for bem analisada, a empresa pode perder musculatura para retomada, renunciando, eventualmente, a recursos importantes, com conhecimento sobre os processos da companhia e capital intelectual, o que não se forma novamente do dia para noite”, afirma.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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