Dólar cai depois de cinco altas seguidas. Bolsa sobe

Dólar cai depois de cinco altas seguidas. Bolsa sobe

Em um dia de tranquilidade nos mercados externos, o dólar caiu depois de cinco altas seguidas. O dólar comercial fechou esta sexta-feira (8) vendido a R$ 5,74, com queda de R$ 0,10 (-1,7%). Mesmo com o recuo, a moeda encerrou uma semana tensa com alta de 5,56%.

O euro comercial fechou a R$ 6,218, com recuo de 1,62%. A libra comercial encerrou o dia vendida a R$ 7,117, com queda de 1,37%.

O dólar operou em queda durante toda a sessão. No início da manhã, a cotação estava próxima da estabilidade, mas a queda intensificou-se a partir das 10h30, quando a moeda passou a ser vendida abaixo de R$ 5,80. A divisa acumula alta de 43,04% em 2020.

O Banco Central (BC)  não interveio no mercado nesta sexta (8). A autoridade monetária não leiloou contratos novos de swap cambial – que equivalem à venda de dólares no mercado futuro – nem rolou (renovou) contratos antigos que vencerão em junho.

Nos últimos dias, os investidores repercutiram a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que reduziu a Selic (taxa básica de juros) para 3% ao ano. Além de reduzir a taxa além do estimado, o BC indicou que pretende promover um novo corte de até 0,75 ponto percentual em junho, o que poderia levar a Selic para 2,25% ao ano.

Juros mais baixos tornam menos atrativos os investimentos em países emergentes, como o Brasil, estimulando a retirada de capitais estrangeiros. As tensões políticas internas também se refletiram nas negociações.

No entanto, o clima favorável nos mercados internacionais aliviou a pressão sobre o câmbio hoje. O dólar caiu perante quase todas as moedas do mundo, num dia de alívio no exterior. Apesar de a taxa de desemprego nos Estados Unidos ter saltado de 4,4% em março para 14,7% em abril, o indicador veio melhor que as expectativas das instituições financeiras, que estimavam que a taxa passaria para 16%.

Ações

No mercado de ações, o dia foi marcado pela recuperação. O índice Ibovespa, da B3 (bolsa de valores brasileira), fechou esta sexta-feira aos 80.263 pontos, com alta de 2,75%, depois de dois dias seguidos de baixa. Apesar de ter oscilado bastante nos últimos dias, o indicador terminou a semana com recuo de apenas 0,3%.

O Ibovespa beneficiou-se do clima mais tranquilo no mercado externo. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou o dia com ganho de 1,91%.

Há várias semanas, mercados financeiros em todo o planeta atravessam um período de nervosismo por causa da recessão global provocada pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus. No entanto, a perspectiva de que diversos estados norte-americanos amenizem as medidas de distanciamento social e o relaxamento das restrições em diversos países europeus têm reanimado os agentes econômicos.

As interrupções na atividade econômica associadas à restrição de atividades sociais travam a produção e o consumo, provocando instabilidades. No entanto, o relaxamento de restrições em vários países da Europa e regiões dos Estados Unidos, após a superação do pico da pandemia, tem amenizado o impacto sobre os mercados globais.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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