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Estudo com empresas de 21 segmentos revela que 80% já foram impactadas pela crise

A Falconi, maior consultoria brasileira de gestão, entrevistou executivos de 408 empresas para entender a visão dessas companhias sobre os impactos da Covid-19 em seus negócios. Os entrevistados responderam questões sobre a atual situação de suas empresas, quais medidas estão sendo adotadas para superar a crise e qual o sentimento com relação à retomada da economia.

A pesquisa revelou que cerca de 80% das empresas já teve sua receita impactada pela crise, e 44% não espera crescimento ou retomada no faturamento nos próximos 6 a 12 meses. Ao todo, 71% dos entrevistados se diz muito preocupado com a recuperação da economia após a pandemia.
 

Insegurança maior nas microempresas 

 
O maior grau de insegurança está entre as microempresas, segmento em que 44% dos respondentes se dizem extremamente preocupados com a sobrevivência de seu negócio. Entre as pequenas e médias são 37%. Já entre as grandes, apenas 20%.

Os setores de vestuário, turismo, indústria e siderurgia são os mais pessimistas com relação ao futuro. Nos demais, prevalece o sentimento de confiança. Entre as empresas do segmento de alimentos e bebidas, por exemplo, 67% estão confiantes no crescimento do faturamento pós-crise. O otimismo foi confirmado ainda por 67% das farmacêuticas, 67% das consultorias, 63% das empresas de saúde, 56% das companhias do setor automotivo e 51% das instituições de educação.

Com relação às medidas adotadas para superar os desafios impostos pelo coronavírus, o estudo apontou que 48% das empresas já buscaram a ajuda de instituições financeiras, seja para renegociação ou para aquisição de novos empréstimos. Entre as companhias que pediram mais crédito estão 9% das microempresas, 19% das pequenas e médias e 23% das grandes empresas. Vale destacar ainda que 38% dos entrevistados não tomou nenhuma medida neste sentido e 14% deles não encontrou solução viável.

Transformações

Apesar da preocupação com os impactos financeiros, há também uma tendência de inovação – e reinvenção – entre as empresas que participaram do estudo. Com a mudança no comportamento do consumidor, o setor privado entendeu que precisará se adequar para atender às eventuais novas demandas.
 
Para 39% das empresas, as ações para ampliação da carteira de clientes foi desacelerada, dando lugar às estratégias para a retenção dos atuais fregueses. Já 29% das companhias estão apostando na mudança do mix de canais ou até mesmo em novos produtos e serviços para uma adaptação rápida à mudança de comportamento dos compradores.

Transformação digital

 
A pandemia também acelerou o processo de transformação digital em 78% das empresas respondentes. De acordo com o estudo, estas companhias tiveram que responder rapidamente aos desafios impostos pela crise, adaptando-se ao trabalho remoto, organização de equipes e rotinas, mudanças nos modelos de negócio e adaptação na forma como consomem e ofertam produtos e serviços.

“As empresas que estiverem dispostas a integrar ainda mais os conceitos do digital, da inovação, da criação e da economia colaborativa aos seus negócios, se tornarão protagonistas do novo contexto socioeconômico. Esse levantamento deixa clara a tendência de mudança e indica que recorrer a tecnologia é uma boa opção para garantir a sobrevivência do negócio”, explica Flávia Maia, Associate Manager da Falconi e organizadora da pesquisa.

Engajamento com a sociedade

O estudo apontou grande engajamento do setor privado com o impacto que a COVID-19 tem causado à sociedade. Cerca de 59% das empresas respondentes já executou algum tipo de ação em prol da sociedade. A maioria delas busca ajudar com seus ativos, ou seja, oferecendo serviços de maneira gratuita, por exemplo.

A Falconi está entre as empresas que colocou em prática medidas de apoio, focadas principalmente nos pequenos e médios empreendedores. O Falconi Juntos, programa realizado pela consultoria, realiza mentoria gratuita para 50 pequenos e médios negócios. Por meio da FRST Falconi, empresa de desenvolvimento de competências do grupo, foi oferecida formação online gratuita para colaboradores de 3 mil companhias.
 
Além destas iniciativas, a Falconi também é parceira do Covid Radar do Pacto Global da ONU, coletivo de mais de 40 empresas que coordenam esforços para enfrentar os desafios da Covid-19 no Brasil; Compre do Bairro, movimento sem fins lucrativos, que visa a melhoria da rentabilidade e gestão dos pequenos negócios; Todos pela Saúde, atuando no auxílio da gestão e governança dos recursos da iniciativa;

Perfil das empresas entrevistadas

• 408 empresas entrevistadas, representadas por seus CEOs ou presidentes.

• 21 segmentos (Agronegócio, Alimentos e Bebidas, Automotivo, Construção, Consultoria, Educação, Engenharia, Entretenimento, Farmacêutico, Indústria, Informática, Saúde, Siderurgia e Metalurgia, Serviços Financeiros, Serviços Gerais, Serviços Pessoais, Telecomunicação, Transporte, Turismo, Vendas e Marketing, Vestuário).

• Foram entrevistadas empresas de todos os portes: microempresas com faturamento até R﹩ 360 mil; pequenas com faturamento até R﹩ 4,8 milhões; médias com faturamento até 300 milhões; e grandes com faturamento acima de R﹩ 300 milhões.
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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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