Pandemia deteriora o mercado de trabalho na América Latina

Pandemia deteriora o mercado de trabalho na América Latina

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a Cepal (Comissão Econômica para a America Latina e o Caribe), órgãos da ONU, acabam de divulgar o relatório conjunto “Coyuntura Laboral en América Latina y el Caribe. El trabajo en tiempos de pandemia: desafíos frente a La enfermedad por coronavirus (COVID-19)”.

O relatório não traz boas notícias: são esperados mais 11,5 milhões de desempregados até o final deste ano, levando esse número a 37,7 milhões na América Latina e a taxa de desemprego a 11,5% – no Brasil já é maior. Esse aumento é reflexo da queda do PIB neste ano, que deve chegar a 5,3% na região; é a pior queda desde 1930, quando da Grande Depressão.

Também se espera uma queda na qualidade do emprego, aumentando o número de trabalhadores informais, que já são 54% na região, concentrados entre a população mais vulnerável. Também haverá uma queda no volume de horas trabalhadas, atingindo cerca de 32 milhões de trabalhadores – é mais redução de renda.

Todos esses fatores farão a pobreza extrema aumentar em 2,6% e a pobreza moderada em 4,4% em relação a 2019; o Banco Mundial define pobreza extrema como viver com o equivalente a menos de um dólar por dia e pobreza moderada como viver com o equivalente a mais de um e menos de dois dólares por dia. Se isso acontecer, e é provável que aconteça, a pobreza afetaria 34,7% da população latino-americana (214,7 milhões) e a pobreza extrema 13% (83,4 milhões) – quase a metade da população total da região.

O relatório prevê um futuro difícil para o mercado de trabalho na área, com recuperação bastante lenta dos empregos perdidos, para o que são necessários investimentos visando aumentar a segurança dos trabalhadores e melhorar os níveis de educação e formação profissional.

Na apresentação do relatório, funcionários das Nações Unidas apontam que apesar de todos os problemas, a crise está começando a forjar mudanças no mundo do trabalho que serão permanentes, avançando-se em direção a um “normal melhor” com mais formalidade, equidade e diálogo.

Resta esperar que tenham razão nesse ponto.

O artigo foi escrito por Vivaldo José Breternitz, que é Doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo, e professor da Faculdade de Computação e Informática da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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