Profissional do futuro: o desafio das empresas em atrair e reter talentos

Profissional do futuro: o desafio das empresas em atrair e reter talentos

As soft skills, características comportamentais de personalidade que potencializam o conhecimento “técnico”, principalmente no que tange ao tão almejado pensar fora da caixinha, refletem uma tendência do futuro do trabalho. Nesse contexto, a colaboração é a skill mais valorizada pelos RHs das grandes empresas, seguida pela habilidade de comunicação e resiliência.

Mas os altos salários e pacotes de benefícios já não são suficientes para esses profissionais. Eles querem mais. Querem um propósito que os encante e lhes dê sentido ao trabalho. 

Entender esse propósito é enxergar a sinergia entre os objetivos pessoais e os da organização – uma compreensão já percebida como fundamental na atração e retenção desses colaboradores.

Desafios do RH

Outro desafio para o RH é a estrutura organizacional sedimentada na ancestralidade hierárquica, formal e horizontal, comum nas grandes marcas, enquanto os profissionais colaborativos têm visto na cultura do coworking as condições ideias para se desenvolverem como profissionais e seres humanos.

“O futuro do trabalho já não cabe nas baias nem se importa com ostensivos escritórios. A tecnologia digital redimensionou as relações entre empregado e empregador quando abriu possibilidades como o trabalho remoto”, explica Melina Alves, CEO da DUXCoworkers, empresa que desenvolve soluções a partir da inteligência coletiva centrada no usuário.

Caprichos de profissionais

“As grandes marcas já perceberam que esses aspectos são estratégicos e não caprichos de profissionais de destaque no mercado. O fato é que o ambiente de trabalho antes da pandemia global já era criativamente claustrofóbico, avessos à inovação”, complementa a executiva que, há uma década, oferece aos colaboradores uma estrutura de trabalho baseada no coworking e na experiência do usuário. 

“Os colaboradores devem ser vistos como usuários e tudo o que a empresa oferece no mercado é o que deve praticar internamente, em uma consolidação das relações trabalhistas e comerciais pautadas pelo ganha-ganha. Todos devem ser felizes, realizar sonhos e se sentirem capazes”, explica Melina.

“Se alguém ganhar muito mais do que o outro é porque algo de ser revisto no processo. Se os produtos e serviços devem ter foco em seus consumidores, os processos devem se preocupar com os profissionais que deles participam. E para que esse ecossistema se mantenha consistente, ele deve ser permeável às mudanças”, finaliza. 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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