Sem medo de se arriscar

Se a geração X tinha por característica a estabilidade profissional e a construção de uma carreira de anos em uma só empresa ou segmento, os millenials chegaram para bagunçar tudo. Segundo uma pesquisa divulgada pelo Sebrae, cerca de 32% dos empresários entrevistados já tinha vontade de empreender antes dos 18 anos de idade, e este número sobe para 80% quando isolamos as respostas de entrevistados na faixa de 24 anos.
Esses dados mostram uma mudança com relação a carreira e planejamento profissional. O jovem empreendedor quer inovar e 16% deles disponibilizam tecnologias, recursos e ferramentas em suas empresas que surgiram há menos de um ano.
É o caso do Willian Power Homem (foto), CEO da Houseasy, uma startup de IoT residencial que pretende revolucionar o mercado de automação para o lar. Formado em odontologia em 2012 pela UNIPAR, com especialização em ortodontia, mestrado pela Uningá e experiência como professor em cursos de pós-graduação, o empresário veio de uma família onde ser dentista está quase no DNA. Em 2014 mudou-se para Goiânia (GO) onde abriu uma clínica odontológica, que chegou até a ter uma segunda unidade, mas ainda se sentia insatisfeito com relação ao negócio.
“Foi uma grande aposta com relação ao investimento e trabalho, mas preferi vender minha parte e apostei em Curitiba (PR) para investir em um novo segmento”, diz Willian. Foi quando, em meio a projetos financeiros e de robótica, surgiu a ideia de criar uma empresa de tecnologia para o mercado residencial.
Fundada em janeiro de 2019, a Houseasy apresenta uma solução revolucionária que já está levando tecnologia e conforto para o lar de forma acessível. A empresa disponibiliza kits de automação residencial de forma gratuita aos usuários e o controle dos comandos é realizado por meio de um aplicativo.
Aos 29 anos, Willian vê com otimismo o cenário pós-pandemia, que alavancou a busca por serviços voltados à otimização e melhorias de residências, e chamou a atenção de investidores para empresas de IoT residencial.
“Acredito que precisamos fazer de limões, limonada. Olhar para situações de crise como uma possibilidade de crescimento. Na minha trajetória profissional eu poderia ter desistido inúmeras vezes e retornado para a minha cidade natal, onde eu teria emprego e reconhecimento garantidos. Mas prefiro me desafiar e criar algo que deixe um legado, uma mudança comportamental para a sociedade através do meu trabalho”, revela o empreendedor.
Com investimento inicial de R$ 100 mil, Willian viu sua empresa valorizar e hoje está avaliada em R$ 32 milhões.








