Novo saque em dinheiro vivo de conta consórcio pode injetar R$ 34 bi na economia

Novo saque em dinheiro vivo de conta consórcio pode injetar R$ 34 bi na economia

Uma excelente notícia para o mercado de consórcio chegou nesta semana, por meio da Circular n° 4.009 de 28/4/2020, publicada pelo Banco Central (BC), instituição que vem se esforçando para aumentar a liquidez da economia por meio dos agentes do mercado financeiro. Pela nova regra, o BC passa a permitir, em caráter temporário, que o consumidor contemplado em um consórcio, que já tenha quitado todas as parcelas, saque o crédito em dinheiro vivo ou, se preferir, receba o dinheiro em sua conta bancária de preferência.

Até então, isso somente era permitido após 180 dias. O consorciado não tinha acesso ao dinheiro, mas sim ao crédito para compra direta do bem ou do serviço. O pagamento, até então, era realizado diretamente pela administradora ao fornecedor escolhido pelo consorciado (vendedor do imóvel, veículo e por assim em diante).

A novidade chega em um momento crucial para a economia brasileira, que como o resto do mundo vem enfrentando uma crise econômica profunda, como decorrência da escalada da pandemia do novo coronavírus. Com o comércio, parte da indústria e dos serviços paralisados, falta dinheiro no mercado. E, no mercado de consórcios, estima-se que existam hoje R$ 34 bilhões em crédito represados. 

Essa montanha de dinheiro pertence a pessoas contempladas com uma carta de crédito, que já quitaram suas obrigações financeiras e que não retiraram o dinheiro porque conta do prazo estabelecido ou porque não precisavam comprar o bem. Muitas usam essa modalidade como alavancagem financeira. Isso porque o consórcio dá rentabilidade maior do que a poupança, pois é corrigido pelo IPCA e o IGPM, dois dos índices mais importantes de preços do país.

O pedido de saque pode ser feito tanto por quem está enfrentando dificuldade na hora de buscar um imóveis no mercado neste momento ou por quem tem necessidade urgente de recursos financeiros. Para isso, é preciso já ter sido ou ser contemplado pelo consórcio até 31 de dezembro deste ano. E se você ainda não tem uma carta de crédito, minha dica é tentar dar um lance, principalmente se já pagou a metade da cota total do consórcio.

Por exemplo, para alguém que já pagou R$ 50 mil de uma cota de R$ 100 mil, a administradora permite usar até 30% do crédito como lance de quitação. Ou seja, poderá usar R$ 30 mil. Precisará, então, tirar R$ 20 mil do bolso para pagar o lance. Se for contemplado, vai receber 70% do valor para usar no que for necessário. A administradora vai retirar os R$ 30 mil do valor.

Claramente, essas mudanças criam uma janela de oportunidade o mercado de consórcios. Do lado do consumidor, é o momento de tentar sacar o recurso, que às vezes está paralisado ou até deixado de lado pelo consumidor, que perdeu o interesse pelo produto. É também uma chance para, quem pretendia investir no setor, fazer o aporte inicial e se beneficiar os prazos mais longos para o segundo aporte, fazendo do limão, uma boa limonada.

O artigo foi escrito por Marcio Kogut, que é CEO do Mycon, fintech de consórcios 100% digital

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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