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É possível investir na Bolsa de Valores com pouco dinheiro?

Embora a imagem da Bolsa de Valores esteja associada a altos investimentos e resultados expressivos, é perfeitamente possível começar a ganhar espaço neste ambiente mesmo com pouco dinheiro. 

Trata-se de um grande mercado no qual os ativos das empresas são negociados de acordo com seu valor momentâneo. Assim, havendo o interesse em fazer parte de um projeto, o investidor pode comprar uma quantidade mínima de ativos, contando com sua valorização no futuro.

A Bolsa de Valores hoje

Nos últimos anos, a participação do brasileiro na Bolsa vem se ampliando. Se antes a Poupança era praticamente a única opção para quem queria fazer o dinheiro render, com o aumento da preocupação com a educação financeira, a Bolsa de Valores passou a ser entendida como a melhor maneira de se ganhar dinheiro.

Isso faz sentido. Desde que a taxa de juros passou a atingir os menores índices históricos, investidores mais atentos procuraram meios para encontrarem maiores rentabilidades. Logo, o mercado de ações se apresentou como a solução ideal até por conta da facilidade de acesso via plataforma de investimentos.

Tomando como exemplo as ações do Magazine Luiza (MGLU3), entre maio de 2011 e abril de 2019, a cotação das ações do grupo teve uma rentabilidade impressionante de 1.134%, indo de R$15,28 para R$ 188,88 a unidade. Na lógica da compra e venda de ativos, quem investiu na baixa e vendeu na alta conseguiu excelentes resultados.

O que são ações e como comprar

Ações são ativos das empresas disponibilizados para investidores. Quando uma empresa vende ações na Bolsa de Valores abre espaço para que pessoas interessadas participem do seu projeto. Assim, a lógica é o investidor entrar com o dinheiro para viabilizar o crescimento da companhia e a empresa permitir que ele se torne sócio do negócio, de acordo com a quantidade de ações compradas.

Consequentemente, caso o crescimento se configure, a ação se valoriza e o investidor pode vendê-la para obter lucro ou então receber os repasses garantidos por lei, que podem ser na forma de dividendos, Juros sobre Capital Próprio (JCP), entre outros.

Para quem tem pouco dinheiro para investir, a boa notícia é que não existe um valor mínimo exigido, sendo considerada a cotação momentânea de cada ação.

Lote padrão e lote fracionário

Quando entra no mercado de ações da Bolsa, o investidor se depara com duas possibilidades de investimentos, via lote padrão e via lote fracionário.

No caso do lote fracionário, o que existe é um mercado onde não é necessário comprar uma quantidade mínima de ações para participar do projeto da empresa. Ou seja, se o investidor quiser comprar uma única ação, tem esse direito. Dessa forma, mesmo a pessoa com menos recursos tem como investir. Se o ativo custar 30 reais, por exemplo, é possível fazer uma compra.

Já o lote padrão diz respeito à quantidade mínima de ações que pode ser negociada para determinados papéis. Assim, sempre que o investidor quiser vender ou comprar o ativo, precisa seguir um valor mínimo, que normalmente corresponde a 100 papéis.

A ideia é que o lote padrão torne a negociação menos complexa para uma quantidade maior de ativos. Esse tipo de mercado favorece o investidor de grande porte, uma vez que permite que ele compre ou venda no mínimo 100 ativos por vez.

É possível investir com pouco dinheiro

A existência do mercado fracionário é um exemplo de que mesmo quem não tem tanto dinheiro pode entrar no ambiente da Bolsa de Valores. Basta encontrar uma empresa na qual confia e investir de acordo com suas possibilidades, além, é claro, de manter a consistência ao longo do tempo.

Até quem só tem à disposição R$ 100,00 por mês deve arriscar, pois, em termos de rentabilidade, o mercado de renda variável é incrivelmente superior ao de renda fixa, podendo gerar lucros expressivos.

No exemplo das ações do Magazine Luiza, se o investidor comprou um único ativo em maio de 2011 por R$15,28 e manteve essa prática ao longo dos anos, ele não precisou gastar muito, mesmo nos meses em que a valorização foi maior, chegando ao máximo de R$ 188,88.

Somando todo o investido, aumentou gradativamente sua participação na empresa para poder vender e obter um lucro considerável quando desejar.

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Mirian Gasparin
Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 44 anos na área de jornalismo, sendo 42 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 11 anos de blog, mais de 20 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 18 prêmios, com destaque para Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.
https://www.miriangasparin.com.br

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