Desinvestimento no onshore brasileiro traz novas oportunidades para o setor de óleo e gás

Desinvestimento no onshore brasileiro traz novas oportunidades para o setor de óleo e gás

O processo de desinvestimento nos campos onshore no Brasil (operados em terra) registrado recentemente na indústria de óleo e gás em virtude do preço do barril de petróleo e da recessão econômica ocasionada pela pandemia da Covid-19 deve aquecer o setor e gerar um mercado promissor.

Com a venda recentemente dos campos impulsionada pela Petrobras, que resolveu focar o plano de negócios no pré-sal e em campos de alta produtividade no Brasil, esse movimento deve criar novas oportunidades de investimento no setor, já que empresas mais enxutas em estrutura de custo e com expertise específico de recuperação de reservatórios conseguiriam espaço para avançar. É o que avalia o sócio líder de energia e recursos naturais da KPMG no Brasil, Anderson Dutra.

Para Dutra, a expectativa é que esse movimento se torne mais acelerado nos próximos meses, abrindo ainda mais oportunidades para o segmento no país.

Entrada de novos players

“Por terem um maior custo de operação por barril e uma produtividade mais reduzida, a tendência é que esse processo de venda de campos ocorra de maneira mais acelerada, trazendo oportunidades iminentes para a entrada de novos players no mercado. Apesar dos desafios, há um grande potencial a ser aproveitado no Brasil, que tem um volume considerável de barris e metros cúbicos de gás ainda não explorados e bacias sedimentares não varridas no interior do país”, analisa.

Ainda segundo o sócio, o desinvestimento nestes campos traz ainda a possibilidade do surgimento de operadores menores para reaquecer o segmento, sendo alguns deles brasileiros.

“O verdadeiro potencial destes campos está na oportunidade de que outras novas empresas têm de aplicar ainda mais dinheiro no Brasil, investindo em polos que estão localizados fora do eixo Rio-São Paulo, aquecendo ainda mais outras partes do país em termos de crescimento econômico e até mesmo no surgimento de novas vagas para mão de obra especializada”, avalia Dutra.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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